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Raf Simons e um vestido da primeira coleção que criou para a Maison Dior

 

Quem puder não deixe de assistir ao documentário “DIOR and I”, contando os bastidores da Maison Christian Dior com a chegada de Raf Simons, o designer belga que assumiu o comando da casa!

Leve, interessante, emocionante, bonito de se ver, o documentário nos mostra o dia a dia, os bastidores, as divinas costureiras da marca, como cada peça é feita, de maneira concisa e agradável; amei e recomendo pra quem gosta e se interessa pelo assunto.

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Vi na Apple TV e virei fã de carteirinha de Raf Simons, genial, que além de ter feito uma linda coleção, teve a idéia sensacional de cobrir de flores variadas as paredes da casa onde foi feito o desfile, simplesmente dos mais lindos da história! Palmas pra ele!

AC

 

 

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Abaixo a coleção de Primavera 2015, que está nas lojas agora!

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Vestido da próxima coleção de Outono-Inverno 2016, abaixo:

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AC

 

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Monastério de Loreta em Praga.

 

Estive em Praga o mês passado, e fiquei encantada com o Monastério de Loreta que é um dos mais importantes centros de peregrinação da Republica Tcheca. Ele foi construído ao redor da replica da Casa da Virgem Maria (a verdadeira está em Loreto na Italia) e a construção começou em 1626.

 

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Casa de Maria no centro do Mosteiro de Loreta.

 

A coleção de ostensório é extraordinária.

Só para lembrar : Ostensório, ou custódia, é uma peça de ourivesaria usada em atos de culto da Igreja Católica Apostólica Romana para expor solenemente a hóstia consagrada sobre o altar ou para a transportar solenemente em procissão.

Estes eu fotografei dentro do pequeno museu de objetos litúrgicos do monastério e são peças únicas. Vejam se não é uma beleza esta coleção…

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Patio interno do monastério em frente a Casa de Maria.

Localização:  Loretánské náměstí 7,  Praga 1.

 

Cuba: das melhores viagens que fiz na vida!

Cuba: das melhores viagens que fiz na vida!

 

Nunca imaginei visitar Cuba, tantos os roteiros mundo afora e tão curta a vida… Que bobagem, fui surpreendida por uma das melhores viagens ever!

Tudo começou num almoço, quando o filho da vez a escolher nosso destino era Isabel TM, a caçula. África vai Israel vem, acabamos batendo o martelo: a Ilha. Era começo de dezembro e, no meio de caloroso debate, Maria TM lança um argumento insólito pra época: “Vamos antes que acabe”… Parecia premunição pois 15 dias depois (nós já com as passagens na mão, ufaaaa) o Presidente Obama declara, para muito em breve, o “desembargo” à Cuba. Assim, nossa ida que era meramente turística virou quase jornalística e voltamos com a leve sensação de observadores da história…

 

Minha primeira imagem da Ilha: o aeroporto de Havana, simpático e despojado.

Minha primeira imagem da Ilha: o aeroporto de Havana. Achei graça ao ler “VIP” numa das filas de imigração e ser recebida por este anúncio de cigarros made in USA!

 

Desembarcamos por lá, de noite e na noite dos tempos, com um minucioso roteiro montado a 8 mãos por mim (parte diurna/cultural) + Maria TM (parte noturna. Ela é nossa “personal concierge”, craque na escolha de restaurantes, hotéis e cia) e a benção dos amigos de uma vida, Alice e Bob Medici (contato no final deste post), agentes divinos de viagem, que há anos transformam nossos delírios turísticos em doces realidades: eles fazem toda a diferença!

Conto, a seguir, um roteiro enxuto de cinco dias, baseado no nosso (ficamos oito dias, sem contar a chegada e a saída) que editei em de seus percalços, já que os cubanos são um povo super encantador e solícito mas, por enquanto, inteiramente crú no quesito turismo. A favor deles, têm uma vontade louca de acertar. Por isso, acatam as mudanças de percursos imediatamente, com toda presteza! E eu fiz algumas fundamentais…

 

O lindo Capitólio cubano, na entrada de Havana Velha.

O lindo Capitólio cubano, na entrada de Havana Velha.

 

DIA 1: HAVANA
CITY TOUR
Se estiver tempo bom, alugue um daqueles lindos carros antigos e conversíveis que ficam nos esperando na porta dos hotéis ou em pontos centrais de Havana, e dê um “rolé” pra se ambientar na cidade (chuvendo, vai de taxi como Angélica: só é menos romântico…).

 

Melhor meio de transporte para o primeiro passeio por Havana: um de seus maravilhosos carros vintage e de preferência um Cadillac, rabo de peixe "bien sûre"!

Melhor meio de transporte para o primeiro passeio por Havana: um de seus maravilhosos carros vintage e de preferência um Cadillac, rabo de peixe “bien sûre”!

 

Acertada a locomoção, peça pro motorista descer a via costeira, pegar a “Quinta Avenida” (é este o nome, Globo e você, tudo a ver…) e seguir pelo setor dos casarões maravilhosos de antes da Revolução (acho que é Rua 146 ou algo assim) que hoje viraram embaixadas, casa de empresas ou de alguns raros felizardos. Fiquei boquiaberta…

 

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Visual do lindo Bosque de Havana!

 

Depois, atravesse o deslumbrante Bosque de Havana e termine o passeio em Havana Velha (contando as paradas obrigatórias para fotos e cia, esta programação dura 2 horas).
Daí, siga pra conhecer esta parte encantadora da cidade a pé, de preferência com um guia.
Na hora da fome, almoce no La Floridita onde Hemingway e amigos tomavam daiquiri. É lugar de turista, mas afinal o que somos nós?! Sente na parte da frente onde servem uns sanduíches gostosos. O restaurante é vago.

 

Com Hemingway, no bar do La Floridita!

Com Hemingway, no bar do La Floridita!

 

Depois do almoço, perca-se mais um pouquinho por esta parte encantadora da cidade. A cada esquina uma surpresa e, muitas vezes, cantante!

DIA 2: HAVANA
HAVANA VELHA E MUSEUS
Continue passeando pela cidade antiga, é divina! Já que a esta altura está ambientado, siga o roteiro tradicional e visite as 4 praças (Praça Central, Praça das Armas, Praça da Catedral e Praça Velha) que se interligam, formando o Centro histórico.
Percorrido este lindo trajeto, rume para os museus: são poucos, mas dizem muito sobre a cultura local.

 

Com as niñas tendo a linda Catedral de Havana ao fundo... Uma das quatro praças icônicas da cidade!

A linda Catedral de Havana que fica em uma das quatro praças icônicas da cidade!

 

Os que mais gostei:
- Museu da Revolução: apesar de parecer uma coletânea de trabalho colegial, é emocionante ver o passo a passo da revolução de maneira singela, com documentação baseada apenas em muitos recortes de jornal e fotografias. Já que estamos na Ilha…
- Museu de Belas Artes: a parte de arte cubana é simplesmente um show!
- Museu de Artes Decorativas: era a casa de uma senhora da elite pré Castro e continua arrumada (mais ou menos) como ela deixou, tipo Frick Collection local. Dos poucos lugares que retratam a vida na era Batista, em seu apogeu.

 

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A linda faixada do Museu de Artes Decorativas!

 

- Museu Napoleônico: se tiver tempo e interesse é pitoresco pois é o segundo maior do mundo, a tratar deste assunto…

 

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Escultura no Museu Revolucionário…

 

– Roubada master: Museu do rhum.
Quando terminar o estirão cultural, passe na Bodeguita del Medio e tome seu famoso mojito!

DIA 3: COJIMAR
CASA DE HEMINGWAY E ARREDORES.
O escritor norte-americano Ernest Hemingway morou na Ilha por um bom tempo, no final de sua vida, e é uma de suas principais atrações. Depois de passar algum tempo num quarto de hotel, mudou-se para a charmosa “Finca la Vigía”, em San Francisco de Paula, na periferia de Havana. Vale muito a pena visitar a casa, está como se ele tivesse saído pra dar uma volta. Seu jardim é delicioso, peças importantes de sua história permaneceram por lá, até emociona.

 

A linda "Finca la Vigia", reduto de Ernest Hemingway na Ilha!

A linda “Finca la Vigia”, reduto de Ernest Hemingway na Ilha!

 

Na sequência, dê um pulo à vizinha Cojimar e passeie pela via costeira, que é uma graça. Cheia dos barezinhos outrora frequentado pelo escritor, hoje disputam o acervo de relíquias por ele deixado: foi num rochedo no canto desta praia que “O Velho e o Mar”  foi concebido e é maravilhoso contemplar a fonte de inspiração de um grande mestre… Vai que existe “osmose literária”.

 

A via costeira de Co

A via costeira de Cojimar, inspiração para “O Velho Homem e o Mar”!

 

A seguir, almoce no Café Ajiaco Muito simpático. Tem que reservar pois é lotado.
Voltando, ainda sobra um resto de tarde. Aproveite pra ver o famoso pôr-do-sol cubano do morro de Havana Velha. Espetáculo único.

DIA 4: VALE DEL VIÑALES & PINAR DEL RIO & HAVANA
CHARUTOS & BELEZAS NATURAIS
Inventamos um “Passeio Temático” pra conhecer uma das estrelas do país, os preciosos “habanos”. Achei tão incrível sua história que reservei um post inteirinho pra ela, apesar de não fumar e nem nunca ter-me interessado pelo assunto. Mas os charutos estão para Cuba como o vinho para França e contextualizado é igualmente fascinante. Por ora, dou somente as informações básicas e me aprofundarei mais adiante.
Voltando ao roteiro, para que este dia renda segundo sua necessidade, saia de Havana às 8 da manhã levando um farnel com sanduíche pra driblar o almoço, hoje não terá tempo.
Seu destino é o Vale del Viñales, a oeste da Ilha e duas horas de distância da capital. Chegando, vá direto às atrações naturais: visão panorâmica do Valle que é bem pitoresca e passeio por uma de suas lindas grutas, com direito a navegar pelo Rio São Vicente.

 

As grutas de Vinha del Mar são deslumbrantes!

As grutas de Valle del Viñales são deslumbrantes!

 

Finda a parte “aquática” do passeio, rume para Piñar de Rio, mais precisamente à “Vuelta Abajo” onde fica a “Côte d’Or” dos charutos, pra conhecer uma de suas fincas, nome dado às fazendas cubanas, que produzem a melhor folha de tabaco do mundo. Só vá à “Finca Robaina” ou à “Finca de Monterrey”, em San Juan Martinez. Arisca-se a ir para alguma propriedade sem nenhum interesse para o turista, como fizeram conosco a princípio, por pura inexperiência. No lugar certo, a visita é inesquecível.

 

Uma plantação do tabaco mais precioso do mundo em Vuelta Abajo!

Uma plantação do tabaco mais precioso do mundo, em Vuelta Abajo!

 

Agora que já conheceu como produzem o tabaco mais precioso, volte pra Havana pra dar tempo de vê-lo transformar-se no emblemático Habano. Sem almoço é claro, pra isto levou o farnel…
Chegou a hora da visita às famosas e pitorescas fábricas de charuto. As melhores estão na capital, instaladas em centenários casarões, um mundo à parte e sensacional. Dê preferência à Cohiba ou Partagas… Sensacional!
Está cansado? Então feche o dia, em grande estilo, na Casa dos Habanos, onde além de poder experimentar na hora o orgulho cubano, existe um sommelier que ensina todo o ritual de como acende-lo e manusiá-lo. Mesmo pra quem não é fumante o programa que vale muito a pena!

DIA 5: VARADERO
PRAIA.
Ir à Cuba e não conhecer um de seus famosos “Cayos” (pequenas ilhas que abrigam as praias mais deslumbrantes e repletas de surpresas da natureza local), chega a ser pecado mortal… Cayos Largo ou Cayo Coco são os mais lindos e têm estrutura para turismo. O problema é que pra chegar é uma mão de obra, o acesso mais fácil é avião pequeno e antigo. E pra valer a pena a aventura precisa-se de, no mínimo, 3 dias.
Numa segunda ida à Cuba será prioridade no meu roteiro.

 

Embarcando para um mini cruzeiro pelo nas cercanias de Varadero!

Embarcando para um mini cruzeiro pelo nas cercanias de Varadero!

 

Mas tem um paliativo que, pra quem nunca foi ao país, é uma bela introdução. Chama-se Varadero, a praia mais bombada de Cuba até a Revolução. Geograficamente, parece com Angra dos Reis, no litoral fluminense. Trata-se de uma cidade muito feia e destruída pela exploração imobiliária, mas cercada de ilhas lindas. Vale pegar um barco e fazer um passeio por algumas delas. A nossa agência tinha tudo, até a lancha maravilhosa e tinindo de nova.

 

Uma deslumbrante praia em Cayo Blanco, nas vizinhanças de Varadero.

Uma deslumbrante praia em Cayo Blanco, nas vizinhanças de Varadero.

 

Na volta, almoçamos em Varadero na ex casa de praia da família Dupont, a mais rica do país até a chegada de Castro. Hoje é um hotel sofisticado e curioso historicamente, pois a casa ficou completamente preservada, como a família a deixou em 1958. São 8 quartos com fila de espera de 2 anos para a hospedagem, mais campo de golf e um bom restaurante. Chama-se Hotel Xanadu e almoçar por lá já é um bom motivo para conhecer o lugar. Fizemos a reserva pelo Hotel Melia e pedimos, previamente, o “menu a la carte”. Bacana de conhecer.

 OBSERVAÇÕES FUNDAMENTAIS:

-A nossa primeira grande surpresa foi quando tivemos uma certa dificuldade pra conseguirmos lugares em avião, com 3 meses de antecedência, principalmente o segundo trecho, Panamá/Havana. O quesito hospedagem, então, foi o maior perrengue. Por enquanto, são 3 milhões de turistas/ano. Quando o embargo estiver efetivamente desfeito, estimam chegar a 4.5 milhões, pelo menos. Digo isto para alerta-lo que esta é a viagem que requer planejamento com antecedência, senão nada feito.

-Na sequência do parágrafo acima, não conseguimos de modo algum, nos hospedar em Havana Velha. Mas, ao contrário do que nos disseram, faz pouca diferença. O Hotel Melia é ok e tem vista linda para o mar do Caribe. Aconselho a ficar no andar executivo, que funciona com restaurante e concierge exclusivos e isto faz toda diferença.

 

Havana vista do Hotel Melia!

Havana vista do Hotel Melia!

 

-Leve euros, cotação muito melhor para troca que o dolar. Aliás, cartão de crédito não é aceito em muitos lugares (o Amex em nenhum), cash é fundamental!

– Pra sair de Cuba, no embarque da volta, guarde 25 CUCs (moeda local que equivale, mais ou menos, ao euro) por pessoa que estiver viajando. É pagamento de um imposto de permanência que é feito na hora do check in, tipo em Fernão de Noronha. Praticamente impossível fazer câmbio no aeroporto.

-Imprescindïvel usar agência de turismo nesta viagem, se quiser ter uma estada tranquila e conhecer o país como ele merece. Pra começar é praticamente impossível, por enquanto, completar uma ligação daqui apara a Ilha, fora o resto. Usamos nossos agentes queridos Alice e Bob Medici, como contei no começo. Eles têm os melhores contatos por lá e realizaram todos os nossos sonhos cubanos.

– A temporada ideal pra conhecer o país é de novembro a abril. À partir daí e na sequência, vem calorão, chuvarada e a temida fase dos ciclones.

– Fomos, em março último, justamente no final do inverno local e, em tese, o clima era pra ser ameno nesta época. Só que entrou uma frente fria vinda dos EUA, que congelou NYC, e só não morremos de frio porque nossas filhas viajaram no dia seguinte com os devidos casacos que salvaram a pátria. Vi um casal de brasileiros abortar a viagem no meio por por falta de agasalhos.

. Mais uma peculiaridade, não há nenhum tipo de loja de roupas. Pelo menos que tivéssemos notícia. Portanto, aconselho a levar algo quentinho, por precaução.

– Três programas obrigatório, na divertida noite de Havana:
. Happy hour no emblemático Hotel Nacional, o Copacabana Palace local, com instalações lindas apesar da decadência, jardins deslumbrantes e toda uma história em seus domínios;

 

Eis o Hotel Nacional de Cuba: um must go!

Eis o Hotel Nacional de Cuba: um must go!

 

. Ir a um espetáculo do maravilhoso Ballet Nacional de Cuba. Vimos um “Lago dos Cisnes” de tirar o chapéu e aplaudir de pé!!!

 

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Vimos no Teatro Nacional um “Lago dos Cisnes” inesquecível!!!

 

. Fundamental reservar uma noite para ir a um dos divinos “night clubs” locais. Tipo túnel do tempo, têm música ao vivo de primeira e um ambiente pra lá de vintage. A-do-ra-mos o “El Gato Tuerto”.

. Farei um post sobre restaurantes.

 

"El Gato Tuerto"... Tem que ir e se tiver fila, enfrente-a, é imperdível!!!

“El Gato Tuerto”… Tem que ir e se tiver fila, enfrente-a, é imperdível!!!

 

Antes de ir, gostaria de registrar o mais importante, Cuba é uma grata surpresa. Apesar de todos os percalços, nos surpreendemos ao encontrar um país pobre mas não miserável, habitado por um povo encantador, educado e, sobretudo, orgulhoso de sua origem. Mas ficamos pesarosos ao ver pessoas preparadas exercendo profissões aquém de suas possibilidades, para sobreviver: nosso guia tinha 2 doutorados e quase todos os funcionários de restaurantes escolaridade superior, por exemplo.

 

Passeando pela Quinta Avenida de Havana com nosso maravilhoso guia Danilo Gómes... Amigos para sempre!

Passeando pela Quinta Avenida de Havana com nosso maravilhoso guia Danilo Gómes (de verde, à direita)… Amigos para sempre!

 

Andamos bastante e em momento algum nos sentimos inseguros. Como na Sicília, a ilha é cortado por uma auto estrada única e bem conservada que leva os interessados a seus confins, de leste a oeste. Seu território não é grande mas bem diverso, por isso em cada parada uma novidade te espera.
Como, efetivamente, o turismo recomeçou muito lentamente, somente há 10 anos e da estaca zero, ainda é precária a locomoção e, sobretudo, a comunicação. Internet é uma dádiva dos céus, concedida só em hotel mega e por tempo irrisório. Na TV, dois canais cubanos e um Colombiano fazem a programação e a impossibilidade de ir e vir dos locais é gritante. Livraria só com publicações vintage sobre Fidel, Che e cia.

 

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Close numa estante de uma livraria de Havana…

 

Em compensação Havana é uma cidade alegríssima, de super astral, restaurantes surpreendentes, em lugares lindos e música por toda parte. Espero que a redentora abertura lhes devolva a sacrossanta liberdade mas que não leve a identidade pois a globalização ainda não bateu na porta de Cuba,

 

Em Havana a música está por toda parte!

Em Havana a música está por toda parte!

 

Espero que a redentora abertura lhes devolva a sacrossanta liberdade mas que não leve a identidade de um país que se manteve intacto: a globalização ainda não bateu na porta de Cuba.

Pra quem, guerreiramente, chegou até aqui, agradeço a companhia e peço que me desculpe o tempo tomado, mas gostei tanto de tudo que vi na Ilha mais famosa do mundo, que me empolguei… Vai que te convenci! BN

 

Fiquem com o famoso bar do Bodeguita del Mejo e seu emblemático mojito... Cheersss!!!

Fiquem com o famoso bar do Bodeguita del Mejo e seu emblemático mojito… Cheersss!!!

 

CONTATO ALICE E BOB MEDICI:
+55 21 99763 8535

 

Vamos reler a entrevista que nosso querido deu em 2013! Em breve vamos ter novela nova dele no ar, que maravilha, são imbatíveis!

Conversar com o João Emanuel é sempre um prazer inenarrável!

Simples, engraçado, brilhante, é um privilégio poder ouvir suas histórias hilárias, sua narrativa de fatos do dia a dia que vindas dele se tornam “causos” maravilhosos!

Hoje ele nos brinda com esta entrevista!

 

AC

 

João Emanuel e sua fã de carteirinha: eu!

 

AC: Você cresceu cercado por duas mulheres incríveis e fortes, sua mãe, Lélia Coelho Frota e sua avó, D. Lucília. Que influencia elas tiveram na sua formação? Conte-nos um pouco da sua infancia e juventude.

JE: Filho único, fui criado pela minha mãe, Lélia Coelho Frota e pela minha avó, D. Lucilia, duas mulheres extraordiárias cada uma à sua maneira. Da minha mãe acho que herdei a enorme curiosidade pelas coisas, e da minha avó um espírito prático e o gosto pelas coisas da casa. Minha mãe viajava comigo pelo mundo todo quando eu era pequeno,  o que me deu um chão muito grande.  Mas de uma forma geral  fui um menino solitário que buscava refúgio nos livros, no gibis e nos brinquedos.

 

A queridíssima Lélia Coelho Frota

 

AC: O que vem antes nas suas histórias, alguma idéia ou algum personagem para o qual você desenvolve a trama?

JE: Uma novela é mesmo como um novelo, algo que você sente que cresce na sua mão, uma história que tenha fôlego para infinitas  horas, se desdobrando, se reinventando. Minhas histórias partem de uma idéia. No caso de Avenida Brasil, a idéia de duas antagonistas que fossem ambivalentes, duas mulheres que agem certo e errado, cada  uma a sua maneira, para que caiba ao publico julgá-las.

 

Carminha e Nina, inesquecíveis!

 

AC: Pra quem você prefere escrever, para a vilã ou para a “mocinha”?
 
JE: Gosto de vilãs capazes de nos cativar e de mocinhas passíveis de errar.

 

AC: Qual é o seu personagem favorito, e qual personagem de outro autor de novelas que você gostaria de ter criado?
 
JE: A Víúva Porcina!

 

 

AC: Você era “noveleiro” quando criança e adolescente, algum autor te influenciou especialmente? O que gostava de ver na TV?
 
JE: A novela que me marcou mesmo foi o Roque Santeiro, que vi quando era criança. Não perdia um capítulo!  Mas gostava de ver de tudo na tv.

 

AC: O que te fascina e o que te assusta?

JE: O desafio de criar uma história fascina e assusta ao mesmo tempo. Consiste em se criar problemas o tempo todo, se pôr em cheque.

 

AC: Você consegue ter um relax enquanto está escrevendo uma novela, ou é só trabalho? O que voce gosta de fazer quando pode?

JE: Gosto de nadar e de ler. Sobra pouco tempo pra isso quando escrevo novela…

 

AC: Passeando por aí você deve ouvir muitas opiniões sobre a sua trama. Isso te influencia no rumo dos personagens ou da história?

JE: Você tem que escutar  todo mundo e ao mesmo tempo não escutar ninguém. Se não tiver certeza do que quer fazer e se deixar influenciar,  está perdido.

 

AC: Estamos todos aqui nos 40 Forever…Você é vaidoso, tem medo de envelhecer?
 
JE: Me sinto parte integrante do movimento 40 forever.  Como vocês, também prentendo fincar o pé nos 40 e aqui permanecer. Uma coisa que aprendi com minha avó de 102  anos é não se fixar no passado. O negócio é o presente e o futuro. E ouso sugerir penalidades aos mentecaptos que ficam perguntando nossa idade,  comentando que foram com a gente na Colombo de Copacabana ou viram conosco 2001 do Kubrick no Cine Coral do Flamengo. Esses infelizes não merecem fazer parte do 40 forever!

 

João Emanuel e minha tia Vivi Nabuco, sua outra super fã, aliás, todos na nossa familia são seus fãs incondicionais como sempre fomos de sua mãe, nossa querida Lélia!

AC

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