Cafeteria nas redondezas do meu hotel, em NYC: amei o “décor”!

 

Vi um “pequeno grande” truque decorativo, se é que a intenção foi esta, numa cafeteria em NYC e pensei, no ato: vou contar pra nossos queridos: serve de inspiração para tempos de crise, ou mesmo para qualquer época, criatividade sempre faz a grande diferença…

 

Como podem ver, não é um lugar espaçoso, principalmente para o número de frequentadores… Qualquer enfeite a mais seria uma temeridade!

 

Mais outro ângulo…

 

Como fez neste lugar público muito frequentado e de difícil circulação, onde qualquer adereço de parede, pela falta de espaço, correria, com certeza, sério “risco de vida”.

 

Close na parede principal, de frente…

 

E de lado… Amei!

 

Achei fantástica a solução de feixes de luzes coloridas complementando, magistralmente, a arquitetura, acrescentando modernidade e até aconchego ao ambiente. Tomara gostem e, sobretudo, que eu não esteja contando uma velha história! BN

 

 

 

 

No aniversário de minha amada filha Isabel, quem ganhou presente fui eu: visita ao ateliê de Palatnik, conosco na foto!

 

Semana passada foi aniversário da minha caçula Isabel TM e ganhei, por tabela, de sua grande amiga Maria Antonia Ferraz, o melhor dos presentes: uma visita guiada ao ateliê do mestre Abraham Palatnik, maravilhoso artistas plásticos brasileiros e expoente da arte cinética mundial, ramo em que é precursor e grande mentor! Como não sou especialista no assunto, deixo a pesquisa sobre o tema para vocês fazerem e muito melhor do que eu: este é o mais eficiente meio de aprendermos. Mas uma preciosa dica fica aos meus cuidados: organizem-se para conhecer, pessoalmente, Palatnik e sua grande arte, dos passeios mais interessantes que fiz ultimamente!

 

Vista divina do Rio de Janeiro!

 

Com hora marcada e encontro na portaria do prédio que abriga o ateliê no Rio de Janeiro, a primeira grande surpresa da jornada é quando a porta abre-se e nos deparamos com a Baia de Guanabara, inteirinha aos nossos pés, já que estamos a 17 andares do nível do mar. Perdi, literalmente, a respiração! A seguir, uma programação que dura, em média, 1 hora e tem outro grande atrativo, além do talento master de Palatnik, é claro.

 

Durante a visita, somos testemunhas oculares do funcionamento do ateliê Palatnik… Na foto, o grande artista, em primeiro plano e, ao fundo, Benny Palatnik debatendo moldura com o profissional responsável!

 

Algumas obras inacabadas, num canto do ateliê, esperando o toque final do Mestre!

 

Palatnik em ação…

 

Que tal sermos recebidos, divinamente, pelo próprio artista e seu simpático filho, Benny Palatnik, que é quem faz as honras da casa? Pois é exatamente o que aconteceu conosco, luxo só! Para conseguir este privilégio, é só contactar a queridíssima e pra lá de competente Maria Antonia, citada lé em cima, que faz parte da maravilhosa equipe da Galeria Nara Roesler, representante do artista. Ela organizará tudo pra vocês e será inesquecível!

 

Máquina de cortar papel também faz parte do ateliê!

 

Obra em andamento!

 

Das obras que mais gosto!

 

Ah, um detalhe fundamental: grupo de, no máximo, 6 pessoas… Imperdível! BN

CONTATO MARIA ANTONIA FERRAZ & GALERIA NARA ROESLER:
+55 21 99982- 1518

 

Embarcando pra NYC: fará parte do acervo do MET!

 

 

 

Museu do Louvre: Maria TM e sua belíssima iniciação no mundo das artes! BN

 

Recebemos hoje, pra nos contar novidades por onde andou, minha filha muito amada, Maria TM… Sigamos com ela! BN

“Das minhas primeiras lembranças de Paris foi ter passado 5 dias indo ao Louvre acompanhada de um grupo só de mulheres (entre elas minha avó, mãe, irmã, 3 amigas, Beyoncé, Anitta, tia Surica…). Tinha 8 anos e nunca mais pisei por lá, mas se hoje em dia eu tenho curiosidade e gosto por exposições e arte, sei que provavelmente deve ter sido por causa disso.

Sempre que chego em Paris (ou qualquer outra cidade grande), gosto de saber o que está passando em museus como d’Orsay, Pompidou, Orangerie, Arts Décoratifs… Dessa vez, graças à algumas dicas de locais, pude fazer um roteiro não tão “mainstream”, mas de exposições super bacanas que valhem muita à pena ver.

 

“O Espírito Francês” na Maison Rouge! BN

 

1- “L’Esprit Français Contre-Cultures 1969-1989”, na Maison Rouge
Faz parte da alma do francês se rebeliar. Aquela insatisfação crônica com uma pitada de cinismo que faz ele reclamar e desaprovar praticamente tudo está escrita em seu DNA.(Obs: eu digo isso com todo carinho do mundo, inclusive se eu vou pra Paris e não levo nenhum forinha de francês, é quase como se não tivesse ido.)
E a exposição “L’Esprit Français Contre-Cultures 1969-1989” mostra justamente a formação desse “espírito francês” crítico, irreverente e contestador através de mais de 700 obras e documentos (cartazes, revistas, jornais, vídeos, etc) – alguns deles estranhamente atuais.

 

O marchant mais descolado do início do século XX e seus eleitos… BN

 

2- “21, Rue la Boétie”, no Musée Maillol
O endereço “21, rue de la Boétie” que dá nome à exposição, foi onde Paul Rosenberg abriu sua primeira galeria em Paris, no início do século passado. A exposição traça a trajetória do marchand (dos maiores da primeira metade do século 20), que também foi agente de grandes pintores da época. São 60 obras expostas de artistas como Picasso, Léger, Matisse, Braque ligadas diretamente ao dealer, além de outras contextualizando o momento histórico e artístico da época.

 

Balanciaga e o “pretinho” nada básico em mostra maravilhosa! BN

 

3- “Balenciaga, L’Oeuvre au Noir”, no Musée Bourdelle
Valeria a ida ao museu Bourdelle, só pra ver a coleção incrível de esculturas de bronze assinadas pelo artista, nos jardins da casa. A exposição monocromática “Balenciaga, L’Oeuvre au Noir” mostra a relação do “costureiro dos costureiros” com a cor (ou não cor) preta. São dezenas de vestidos, tailleurs, saias, manteaus… deslumbrantes do espanhol; exibidos num trajeto de 3 partes: “silhueta e volume”, “preto e luz”, “preto e cor”.

 

 

padua8

A Capela Scrovegni… De sua aparente simplicidade surgem os afrescos mais lindos do grande Mestre Giotto!

 

Em três igrejas preciosas, senti Deus mais perto de mim…

Cada qual em seu estilo, são marcos da arquitetura sacra e jóia da coroa católica e têm, em comum, o dom de impactar por suas belezas tão sublimes que beiram o Paraíso, nos chamando à oração: nosso ímpeto imediato é de prostração diante do Senhor destas casas, onde tudo é lindo e único. Eterna gratidão à vida que me levou até elas.

Sim, Deus certamente está lá aplaudindo os que conceberam as deslumbrantes Monreale, “Sainte-Chapelle” e “Capella degli Scrovegni”, onde é nítida a comunhão da grandeza celeste com o melhor das criaturas, revelando a perfeita comunhão do sagrado com o humano.

 

Detalhe dos afrescos de Giotto sendo restaurados: Turma da pesada participou desta sagrada missão, como Giuseppe Basile, que coordenou o restauro da Capela Sustinha e Pinin Brambilla Barcilon, que fez o mesmo com "A última Ceia", de Leonardo da Vinci!

Detalhe dos afrescos de Giotto sendo restaurados: Turma da pesada participou desta sagrada missão, como Giuseppe Basile, que coordenou o restauro da Capela Sustinha e Pinin Brambilla Barcilon, que fez o mesmo com “A última Ceia”, de Leonardo da Vinci!

 

Por tudo isso vibrei quando soube que terminou, depois de anos e 4 milhões de euros, o minucioso restauro da estonteante “Capella degli Scrovegni”, obra prima da pintura italiana do “trecento”, cujo ciclo de afrescos são considerados os mais exímios realizados pelo grande Giotto, no auge de sua carreira.

 

Eis o grande Mestre Giotto

Eis o grande Mestre Giotto di Bondone!

 

O pastor Giotto di Bondone nasceu no ano de 1267 na histórica Florença e tornou-se Mestre dos Mestres em pintura e arquitetura, depois de ser descoberto aos 12 anos pelo grande Cimabue, que o levou para estudar em Roma, onde desenvolveu sua vocação artística.

Além de introduzir a perspectiva na pintura, sua maior contribuição à história da arte foi conceitual: aproximou o sagrado do humano ao representar as figuras santas que protagonizavam seus temas, como seres comuns, sujeitos à emoções. Incluiu também dramaticidade às cenas que retratou, acabando com a rigidez física dos personagens, típica dos estilos medieval e bizantino: à partir de Giotto a expressão retorna aos rostos!

 

Cena da Vida de Sant'Ana: humanização dos santos!

Cena da Vida de Sant’Ana: humanização dos santos!

 

Por tudo isso, Giotto fez a revolução estética e ética mais importante do pré-renascimento, introduzindo a visão humanista na arte ao retirar Deus e colocar o homem no centro do seu universo, duzentos anos antes da Renascença. Não é por acaso considerado a ponte entre a Idade Média e o Renascimento, um artista anos luz à frente de seu tempo: visionário e um esteta de primeira grandeza.

 

Beleza estarrecedora: este é o azul Giotto... Michelangelo bebeu desta fonte antes de pintar sua Capela Sistina!

Beleza estarrecedora: este é o azul Giotto… Michelangelo bebeu desta fonte antes de pintar sua Capela Sistina!

 

Situada em Pádova, no Vêneto, a também chamada “Capela Arena” foi dedicada a “Santa Maria della Carità” e fica no centro histórico da cidade. Encomendada a Giotto pelo banqueiro Enrico, foi concebida para culto privado da família e futuro mausoléu dos Scrovegni. Em tese, pois conta a lenda que esta jóia seria como um presente aos céus para salvação da alma do pai de Enrico, famoso agiota, que representa a classe no Inferno de Dante, parte da sua Divina Comédia: certamente foi absolvido com todo louvor!

 

Cena da Madona com Jesus: Giotto é o primeiro a pintar perfil de personagem e podemos também notar a técnica da perspectiva neste painel!

Cena da Madona com Jesus: Giotto é o primeiro a pintar perfil de personagem e podemos também notar a técnica da perspectiva neste deslumbrante painel!

 

Cor, luz, poesia, paixão, homem, Deus, natureza e história, humanidade e fé… Estas palavras exaltam a narrativa dos painéis dos afrescos deslumbrantes de Giotto na linda capela, que contam a vida da Madona e Jesus Cristo, desde o nascimento da Virgem até o Juízo Final.

 

A beleza das sequências dos afrescos de Giotto!

A beleza das sequências dos afrescos de Giotto, pintados provavelmente de 1303 a 1306!

 

Para os felizardos que puderem fazer esta gloriosa visita, que deve ser agendada previamente, a Capela está aberta o ano todo, das 9 às 19 horas. Fiquem com algumas imagens lindas de lá e, para maiores informações, entrem no SITE! BN

 

Além das cenas mencionadas, Giotto também fez afrescos de alegorias das virtudes e vícios... Como este da Caridade. É tão perfeito que Proust o cita para definir as feições de uma personagem!

Além das cenas mencionadas, Giotto também fez afrescos de alegorias das virtudes e vícios em “Scrovegne”… Como este da Caridade, à esquerda. Desenho tão divino que Marcel Proust o cita para definir as feições de uma personagem!

 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...