Exposição imperdível: a melhor que vi em NYC!

 

Na entrada, somos recebidos por estes “looks” incríveis!

 

“Para que algo seja belo, não precisa ser bonito”… Com esta frase, a genial estilista Rei Kawakubo definiu sua estética e rompeu as barreiras convencionais de beleza, bom gosto e usabilidade da moda, nos anos 80, então capitaneados pelo grande Yves Saint-Laurent e seus “looks” extremamente sofisticados, mas que realçavam a silhueta feminina de maneira tradicional.

 

A mostra é organizada em 9 seções, seguindo dualismos estéticos como “ausência/presença”, “design/not design”, “moda/antimoda”, “alto/baixo”ou “high/low”, como nesta foto!

 

Quantos estilistas não beberam desta fonte!

 

Este vestido mais parece uma instalação…

 

Para homenagear esta artista espetacular que, há 40 anos continua absolutamente avant-garde, o “Costume Institute” do Metropolitan Museum de NYC organizou uma deslumbrante exposição sobre sua obra. Muito mais que uma retrospectiva, a mostra temática é impactante do começo ao fim.

 

Entre o esportivo e super “habillé”…

 

Raridade: estampas nos “looks” de kawakubo.

 

Vejam as golas! Me lembrei dos pintores holandeses do século XVII…

 

Assim, e sem maiores explicações, somos levados a um passeio fantástico por entre vestidos/esculturas que enchem nossos olhos de uma estranha beleza e nos fazem pensar em como os “experimentos revolucionários” da Comme des Garçon, “label” de Rei Kawakubo, conseguiu ganhar as ruas e se perpetuar, mudando o visual de nossos guarda-roupas para sempre.

 

Amei estes cabelos eriçados como num susto!

 

As cabeças dos manequins são um capítulo à parte…

 

Confesso que a exposição foi especialmente impactante para mim, pois cheguei meio às escuras mas sai completamente deslumbrada com tudo que vi e aprendi. Exposição linda, que tem layout simples e elegante, onde reina, absoluta, a moda de Kawakubo, que teve os visuais completados por cabeças mirabolantes e geniais concebidas por Julien d’Ys! Verdadeiro show, que fica no MET até 4 de setembro de 2017.

 

Vestidos ou esculturas?! Parte 1

 

Vestidos ou esculturas?! Parte 2… Este parece origami!

 

Só para ilustrar, fiquem com a definição do curador da mostra, Andrew Bolton, para “REI KAWAKUBO/COMME DES GARÇON: ART OF THE IN-BETWEEN”: “Rei torna supérfluo o debate sobre a separação entre moda e arte”! Falou e disse! BN

 

Nunca vi nada parecido…

 

A maioria dos 140 “looks” da exposição são monocromáticos.

 

 

 

 

 

Cafeteria nas redondezas do meu hotel, em NYC: amei o “décor”!

 

Vi um “pequeno grande” truque decorativo, se é que a intenção foi esta, numa cafeteria em NYC e pensei, no ato: vou contar pra nossos queridos: serve de inspiração para tempos de crise, ou mesmo para qualquer época, criatividade sempre faz a grande diferença…

 

Como podem ver, não é um lugar espaçoso, principalmente para o número de frequentadores… Qualquer enfeite a mais seria uma temeridade!

 

Mais outro ângulo…

 

Como fez neste lugar público muito frequentado e de difícil circulação, onde qualquer adereço de parede, pela falta de espaço, correria, com certeza, sério “risco de vida”.

 

Close na parede principal, de frente…

 

E de lado… Amei!

 

Achei fantástica a solução de feixes de luzes coloridas complementando, magistralmente, a arquitetura, acrescentando modernidade e até aconchego ao ambiente. Tomara gostem e, sobretudo, que eu não esteja contando uma velha história! BN

 

 

 

 

No aniversário de minha amada filha Isabel, quem ganhou presente fui eu: visita ao ateliê de Palatnik, conosco na foto!

 

Semana passada foi aniversário da minha caçula Isabel TM e ganhei, por tabela, de sua grande amiga Maria Antonia Ferraz, o melhor dos presentes: uma visita guiada ao ateliê do mestre Abraham Palatnik, maravilhoso artistas plásticos brasileiros e expoente da arte cinética mundial, ramo em que é precursor e grande mentor! Como não sou especialista no assunto, deixo a pesquisa sobre o tema para vocês fazerem e muito melhor do que eu: este é o mais eficiente meio de aprendermos. Mas uma preciosa dica fica aos meus cuidados: organizem-se para conhecer, pessoalmente, Palatnik e sua grande arte, dos passeios mais interessantes que fiz ultimamente!

 

Vista divina do Rio de Janeiro!

 

Com hora marcada e encontro na portaria do prédio que abriga o ateliê no Rio de Janeiro, a primeira grande surpresa da jornada é quando a porta abre-se e nos deparamos com a Baia de Guanabara, inteirinha aos nossos pés, já que estamos a 17 andares do nível do mar. Perdi, literalmente, a respiração! A seguir, uma programação que dura, em média, 1 hora e tem outro grande atrativo, além do talento master de Palatnik, é claro.

 

Durante a visita, somos testemunhas oculares do funcionamento do ateliê Palatnik… Na foto, o grande artista, em primeiro plano e, ao fundo, Benny Palatnik debatendo moldura com o profissional responsável!

 

Algumas obras inacabadas, num canto do ateliê, esperando o toque final do Mestre!

 

Palatnik em ação…

 

Que tal sermos recebidos, divinamente, pelo próprio artista e seu simpático filho, Benny Palatnik, que é quem faz as honras da casa? Pois é exatamente o que aconteceu conosco, luxo só! Para conseguir este privilégio, é só contactar a queridíssima e pra lá de competente Maria Antonia, citada lé em cima, que faz parte da maravilhosa equipe da Galeria Nara Roesler, representante do artista. Ela organizará tudo pra vocês e será inesquecível!

 

Máquina de cortar papel também faz parte do ateliê!

 

Obra em andamento!

 

Das obras que mais gosto!

 

Ah, um detalhe fundamental: grupo de, no máximo, 6 pessoas… Imperdível! BN

CONTATO MARIA ANTONIA FERRAZ & GALERIA NARA ROESLER:
+55 21 99982- 1518

 

Embarcando pra NYC: fará parte do acervo do MET!

 

 

 

Museu do Louvre: Maria TM e sua belíssima iniciação no mundo das artes! BN

 

Recebemos hoje, pra nos contar novidades por onde andou, minha filha muito amada, Maria TM… Sigamos com ela! BN

“Das minhas primeiras lembranças de Paris foi ter passado 5 dias indo ao Louvre acompanhada de um grupo só de mulheres (entre elas minha avó, mãe, irmã, 3 amigas, Beyoncé, Anitta, tia Surica…). Tinha 8 anos e nunca mais pisei por lá, mas se hoje em dia eu tenho curiosidade e gosto por exposições e arte, sei que provavelmente deve ter sido por causa disso.

Sempre que chego em Paris (ou qualquer outra cidade grande), gosto de saber o que está passando em museus como d’Orsay, Pompidou, Orangerie, Arts Décoratifs… Dessa vez, graças à algumas dicas de locais, pude fazer um roteiro não tão “mainstream”, mas de exposições super bacanas que valhem muita à pena ver.

 

“O Espírito Francês” na Maison Rouge! BN

 

1- “L’Esprit Français Contre-Cultures 1969-1989”, na Maison Rouge
Faz parte da alma do francês se rebeliar. Aquela insatisfação crônica com uma pitada de cinismo que faz ele reclamar e desaprovar praticamente tudo está escrita em seu DNA.(Obs: eu digo isso com todo carinho do mundo, inclusive se eu vou pra Paris e não levo nenhum forinha de francês, é quase como se não tivesse ido.)
E a exposição “L’Esprit Français Contre-Cultures 1969-1989” mostra justamente a formação desse “espírito francês” crítico, irreverente e contestador através de mais de 700 obras e documentos (cartazes, revistas, jornais, vídeos, etc) – alguns deles estranhamente atuais.

 

O marchant mais descolado do início do século XX e seus eleitos… BN

 

2- “21, Rue la Boétie”, no Musée Maillol
O endereço “21, rue de la Boétie” que dá nome à exposição, foi onde Paul Rosenberg abriu sua primeira galeria em Paris, no início do século passado. A exposição traça a trajetória do marchand (dos maiores da primeira metade do século 20), que também foi agente de grandes pintores da época. São 60 obras expostas de artistas como Picasso, Léger, Matisse, Braque ligadas diretamente ao dealer, além de outras contextualizando o momento histórico e artístico da época.

 

Balanciaga e o “pretinho” nada básico em mostra maravilhosa! BN

 

3- “Balenciaga, L’Oeuvre au Noir”, no Musée Bourdelle
Valeria a ida ao museu Bourdelle, só pra ver a coleção incrível de esculturas de bronze assinadas pelo artista, nos jardins da casa. A exposição monocromática “Balenciaga, L’Oeuvre au Noir” mostra a relação do “costureiro dos costureiros” com a cor (ou não cor) preta. São dezenas de vestidos, tailleurs, saias, manteaus… deslumbrantes do espanhol; exibidos num trajeto de 3 partes: “silhueta e volume”, “preto e luz”, “preto e cor”.

 

 

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