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Estava almoçando em NY quando adentra o restaurante DIANE KEATON, linda, chic, sorridente, e senta-se, com duas amigas, na mesa ao lado da nossa.

Repleta das marcas que o tempo nos traz, ela continua bela, sofisticada e simples ao mesmo tempo, uma pessoa que passa um bem estar interior com suas opções em relação ao “envelhecer”: ela não sucumbiu a nenhuma técnica alternativa, não caiu em tentação em relação à cirurgia plástica, nem ao Botox e aos preenchimentos, e assim, se impõe de maneira distinta ( todas as mesas no restaurante estavam repletas de “retocadas”, poucas resistem, não é?), dentro de um universo singular seu, onde as rugas e a beleza convivem de maneira harmoniosa.

 

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Ela acaba de lançar um livro, “Let’s Just Say It Wasn’t Pretty”, de memórias e opiniões sobre a vida, a beleza e o envelhecimento, que já está na lista dos mais vendidos do New York Times!

Nada de revelações bombásticas, mas ela conta, hoje aos 68 anos, que “meu corpo está despencando”, ao “cometer o erro” de se olhar no espelho ao sair do banho… Para ela, a solução é enfrentar filosoficamente o tempo e aprender a conviver com as rugas e a bunda caída, ó céus… Ela diz: “É preciso força para assumir suas imperfeições. As pessoas me perguntam por que nunca fiz plástica. A verdade é que respeito tanto as mulheres que fizeram quanto as que não fizeram.”

 

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Com WARREN BEATTY

 

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Além de falar do tema envelhecer/ beleza, ela conta também dos seus relacionamentos com Woody Allen, Warren Beatty e Al Pacino ( “Tentei de tudo para fazer dele um marido; falhei. O que aprendi? Nunca se apaixone pelo Poderoso Chefão”).

 

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Com AL PACINO

 

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Com WOODY ALLEN

 

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Sempre se valendo de muito humor, ela conta sobre seus “vícios”- comprar casas, reformá-las e vendê-las, sobre sua vida domestica, sobre os filhos, num livro delicioso de ler, com pérolas magníficas como esta: “Para nós, que fomos separados da vida real pela fama, envelhecer é uma experiencia niveladora”. Não é ótima?

Resolvi fazer este post para mostrar que sim, cabelos brancos, rugas, beleza, elegancia e sofisticação, podem conviver perfeitamente bem, juntos!

AC

 

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AC

 

 

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Livro primoroso, “JOAQUIM NABUCO NO MUNDO” é leitura divina e presença certa em nossas bibliotecas!

 

Hoje é véspera de feriado… E pra quem ama passear por livrarias nos dias de lazer, adianto uma dica maravilhosa pra amanhã, que é também o tema deste post, espero que gostem tanto quanto eu!

Falo do maravilhoso livro “JOAQUIM NABUCO NO MUNDO- ABOLICIONISTA, JORNALISTA E DIPLOMATA”, da “BEM-TE-VI”, editora que amamos! A obra reune artigos e ensaios do renomado “brasilianista” inglês, Leslie Bethell, que entre outras honrarias é Professor Emérito de História da América Latina, na Universidade de Londres: luxo só!

Pra quem “chegou agora”, Joaquim Nabuco foi um brasileiro único e figura das mais renomadas na vida literária, política e intelectual do nosso país no final do Império e nas duas décadas iniciais da República. Abolicionista ferrenho, Nabuco teve uma vida interessantíssima, sempre focado na defesa dos oprimidos, fossem eles homens escravisados, no Brasil, ou mesmo o continente Americano, então sob ameaça do poder europeu.

 

Vivi Nabuco, a maravilhosa editora-chefe" da Bem-Te-Vi recebe o autor Leslie Bethel de "JOAQUIM NABUCO no dia de seu lançamento, na Livraria Argumento!

Vivi Nabuco, a maravilhosa editora-chefe” da Bem-Te-Vi recebe o autor Leslie Bethell de “JOAQUIM NABUCO NO MUNDO”, no dia de seu lançamento, na Livraria Argumento!

 

A primorosa publicação agrupa artigos revisados do autor que foram divididos em 4 grandes capítulos:
1- Período de residência de Nabuco na Europa e EUA, que vai até sua atuação como embaixador brasileiro nos EUA;
2- Reúne ensaio que descreve o papel de Nabuco como principal abolicionista brasileiro até a libertação dos escravos no país;
3- Aqui o autor conta sobre a atividade de Nabuco como jornalista e seus artigos brilhantes como correspondente estrangeiro em Londres;
4- Este último capítulo fala sobre o importante papel de Joaquim Nabuco como diplomata e homem de Estado.

Livro primoroso, fácil de ler e que conta uma maravilhosa parte de nossa história através da trajetória de um de nossos mais ilustres cidadãos! Imprescindível em nossas estantes! BN

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Exposição maravilhosa das roupas da "musa fashion" da 'Bélle-Epoque", a Condessa de

Exposição maravilhosa das roupas da “musa fashion” da ‘Belle-Époque”, a Condessa de Greffulhe, na FIT de NYC: imperdível!

 

Apaixonada por Marcel Proust e seu primoroso “Em Busca do Tempo Perdido”, vibrei quando a queridíssima Patrícia Peltier me soprou sobre a exposição que vai até este próximo sábado, dia 7 de janeiro de 2017, na FIT (FASHION INSTITUTE OF TECHNOLOGY) de NYC, cujo tema é a grande musa feminina do autor, e inspiração para uma de suas principais personagens, e deste post também.

 

Esta é a estilosíssima Princesa Élizabeth de Caraman-Chimay, Sra de Greffulhe, que arrasou nos salões parisienses, tornando-se inspiração para personagem do grande Marcel Proust!

Esta é a estilosíssima Princesa Élizabeth de Caraman-Chimay, Sra de Greffulhe, que arrasou nos salões parisienses, tornando-se inspiração para personagem do grande Marcel Proust!

 

Corri pra pesquisar sobre o tema e, quando me dei conta, tinha passado o dia mergulhada em dezenas de artigos fascinantes sobre a montagem da mostra, que me levaram à uma espécie de viagem fantástica num tempo de pura magia e beleza, pelo reino encantado da rainha dos salões parisienses da “Belle Époque” ou “A Musa de Proust, a Condessa de Greffulhe”.

 

Este é o "Lily dress" ou o vestido dos lírios, do estilista Charles-Frederic Worth, de veludo negro bordado em seda marfim e pérolas, "linha princesa" atípica pra época pra 1896 quando a condessa o usou.

Uma das atrações da mostra é o “Lily dress” ou o vestido dos lírios, do estilista Charles-Frederick Worth, de veludo negro com aplicações em seda marfim e pérolas, “linha princesa” atípica pra 1896, quando a condessa o usou: ela sempre ditou sua própria moda!

 

Nascida Princesa Élizabeth de Caraman-Chimay (1860-1952), a Condessa Henri Greffulhe é considerada o principal molde na construção da personagem Oriane, a espirituosa Duquesa de Guermantes: a Condessa de Chevigné e Genevieve Bizet completam o triunvirato de inspiração, onde é Greffulhe quem pontifica. O “Proustianista” Benjamin Taylor, justificando a tese, preconiza em seu delicioso “Proust: The Search”: “Depois de Élizabeth Greffulhe simplesmente não havia mais para onde “escalar” (socialmente)… Ela era o gol de todo snob!”.

 

Este exótico vestido, também de Worth, era um "tea gown", como explica o letreiro da mostra, ou um "vestido de chá"... Verde esmeralda, cor preferida de Élizabeth, e azul pavão, ele é de seda, veludo e "renda valenciana" é outra atração de seu guarda-roupa!

Este exótico vestido, também de Worth, era um “tea gown”, como explica o letreiro da mostra, ou um “vestido de chá”… Verde esmeralda, cor preferida de Élizabeth, e azul pavão, ele é de seda, veludo e “renda valenciana” é outra atração de seu guarda-roupa, de 1897.

 

Semelhantes em suas “origens aristocráticas”, muito estilo pra viver e vestir-se e casamentos de aparência com nobres mulherengos e grosseiros, ficção e realidade se confundem somente na forma. A infelicidade amorosa que fragilizou a Duquesa nas páginas de Proust, tornou a real Élizabeth culta e cultivada, transformando-a numa das  grande mecenas de sua época: da emblemática Cia “Ballets Russes” à genialidades dos estudos radioativos da polonesa Marie Curier (primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel), nenhuma excelência escapou dos seus cuidados e patrocínio.

 

Eis o "vestido bizantino" que Greffulhe usou no casamento da filha. Feito em lamê dourado e todo "encrustado" em pérolas e arrematado com vison, tem autoria master: é dos primeiros modelos do então jovem estilista Paul Poiret! 1904.

Eis o “vestido bizantino” que Greffulhe usou no casamento da filha. Feito em lamê dourado e todo “encrustado” em pérolas e arrematado com vison, tem autoria master: é dos primeiros modelos do então jovem estilista Paul Poiret, em 1904.

 

Só que estamos no século XXI, em NYC e um dos seus templos de estudo “fashion”, o FIT. Por isso, toda esta relevância acima é apenas moldura para a o ângulo da musa a ser explorado: o estilo único de vestir-se da Condessa de Greffulhe atravessou o oceano Atlântico (depois de exposto no Palais Galliera, do Museu da Moda da Cidade de Paris, para onde foi doado este precioso acervo) e desembarcou em Manhattan, onde anda encantando a todos.

 

"By Nina Ricci" é este "evening ensemble" ou "duas peças" para noite: vestido e bolero feitos em seda, lã e plumas de avestruz a condessa, em 1937!

“By Nina Ricci” é este “evening ensemble” ou “duas peças” para noite: vestido e bolero feitos em seda, lã e plumas de avestruz a condessa, em 1937: podíamos usá-lo hoje, com louvor!

 

Os que tiverem o privilégio de visitar a mostra, verão o guarda-roupa de uma mulher visionária que entendeu, cem anos antes, o significado artístico que o mundo da moda assumiria, em nossos dias, bem como o efeito “midiático” que uma bela roupa pode causar. Por isso, tratou como grandes mestres, artistas do quilate de Charles-Frederick Worth, Fortuny, Paul Poiret, Nina Ricci, Jeanne Lanvin, Louiseboulanger. Para ilustrar este parágrafo, transcrevo um comentário seu para o poeta dandi Robert de Montesquieu, em cartas que trocaram, ao longo da vida: “Nada é comparável ao prazer que uma mulher sente ao roubar os olhares de todos e, com eles, a maravilhosa energia da admiração”.

 

Feito para o verão de 1937, este vestido de noite em tule e "musseline" é assinado por Jeanne Lanvin: luxo só!

Feito para o verão de 1937, este vestido de noite em tule e “musseline” é assinado por Jeanne Lanvin: luxo só!

 

A exposição é composta por 40 peças do acervo da Condessa (sendo 28 vestidos mais acessórios como sapatos, chapéus, luvas e até meias de seda), mais uma coleção de fotografias que ilustram e complementam os “looks” exibidos.
Programa mais que legal pra quem estiver por lá: vejam, um pouquinho, nas fotos! BN

CLIQUE AQUI PARA O SITE DO MUSEU DA FIT!

 

Amei estes quimonos, by Vitaldi Babani, anos 1920!

Amei estes quimonos, by Vitaldi Babani, anos 1920!

 

Esta é a capa russa, inicialmente um vestido de noite que Élizabeth ganhou do Czar Nicolau II, quando este esteve em Paris, em 1896. Sem cerimônia e com a ajuda de Worth, ela transformou-o em capa para dias de gala! Adorando esta condessa!

Esta é a capa russa, inicialmente um vestido de noite que Élizabeth ganhou do Czar Nicolau II, quando este esteve em Paris, em 1896. Sem cerimônia e com a ajuda de Worth, ela transformou-o em capa para dias de gala! Adorando esta condessa!

 

Fecho com este glorioso sapato vermelho, em brocado e salto alto, da casa "Louis Heels", de 1905... Mais? Só tendo a sorte de visitar a exposição!

Fecho com este glorioso sapato vermelho, em seda adamascada e salto alto, da casa “Louis Heels”, de 1905… Mais? Só tendo a sorte de visitar a exposição!

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François Catroux é um dos grandes decoradores Parisienses que fazem parte do jet set internacional. Foi durante anos presença em todas as festas mais badaladas de Paris , recebia divinamente bem e decorou casas dos mais importantes Príncipes e Princesas, nobres e burgueses poderosos deste mundo.

Sua mulher, Betty Catroux, foi musa e melhor amiga do costureiro Yves Saint Laurent.

 

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Betty e François Catroux.

 

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Yves Saint Laurent e Betty Catroux.

 

Adorei a dedicatória de Betty : ” Nunca poderei agradecer suficientemente à François, por ter feito nossas vidas tão bela em todos os sentidos”

 

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A divina colagem do livro, onde François mostra alguns de seus amigos íntimos como Loulou de la Falaise, Pierre Bergé, Yves Saint Laurent, Marie Hélène de Rothschild, Diane de Furstenberg…

 

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MP

 

 

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