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A ÚNICA MARIA CALLAS

 

Maria Callas foi realmente a maior cantora de ópera de todos os tempos, foi um fenômeno vocal, uma deusa no palco pois emanava uma grande energia.

Maria Anna Sophie Cecilia Kalogeropoulou nasceu em Nova Iorque em 1923, filha de imigrantes gregos. Seu primeiro contato com a música foi aos 9 anos, quando estudou piano em Nova Iorque. Aos 15 anos, após separação dos pais, volta a Grécia com a mãe e uma irmã. Lá entra para o conservatório Nacional de Atenas e começa a fazer sucesso no mundo da música ganhando vários prêmios.

Aos 19 anos encenou Tosca num teatro ao ar livre e a partir dai fez grande sucesso mas co a guerra resolve voltar para os Estados Unidos.

ITALIA 

Em 1947, Callas viaja para Italia para participar do festival de Opera de Verona onde conhece Giovanni Battista Meneghini, industrial amante de ópera, muito mais velho que ela, e este se tornaria seu empresário e marido. Meneghini foi muito importante em sua vida, além de grande incentivador e financiador de sua carreira, foi o pai que tanto lhe faltava.

 

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Maria Callas e seu marido Giovanni Meneghini.

 

Callas tinha uma disciplina incansável. Ela era perfeita, não só pela sua técnica vocal mas revolucionou a interpretação valorizando a palavra, o que não é fácil quando se trata de ópera. Callas entrava na pele da personagem, se identificava de tal modo com a música, que num mesmo espetáculo podia mudar de fisionomia mil vezes.

 

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Maria Callas e seu grande talento de interpretação.

 

A recompensa para tanta dedicação e trabalho veio com a consagração de diva absoluta: Callas abriu a temporada do maior templo de ópera mundial: O Scala de Milão por sete anos consecutivos. 

CARMEN DE BIZET INTERPRETADO POR MARIA CALLAS EM 1962. EXTRAORDINÁRIO!

 

Foi dirigida por Zeffirelli, em Tosca e Norma, em Londres, Paris e Nova Iorque. Luchino Visconti foi quem melhor trabalhou com Callas. Apesar de meticuloso e intervencionista, deu a Maria Callas liberdade de atuar. Com ele, ela brilhou em “La Traviata” de Verdi.

Mas como toda grande estrela Callas tinha um temperamento muito difícil, e durante sua carreira se indispôs com companheiros de trabalho e diretores.

ONASSIS 

Foi em Veneza, cidade mais charmosa e romântica do mundo, que Callas e Onassis se conheceram apresentados numa festa pro Elza Maxwell, a grande dama da sociedade americana. Callas estava no auge, seus espetáculos lotavam e sua plateia variava de Presidentes à artistas.

 

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Maria Callas entre Onassis e Meneghini.

 

Foi numa ocasião destas que em Julho de 1954, após assisti-la cantar, que Onassis convidou Callas e o marido para um cruzeiro em seu iate  “Cristina”. Haviam vários convidados no cruzeiro inclusive Winston Churchill.

Ao final da viagem o casamento estava desfeito, dando lugar a uma paixão avassaladora entre Callas e Onassis que mudaria definitivamente os rumas de suas vidas.

 

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Onassis e Callas na maior paixão.

 

A Partir de 1961 Callas não se apresentou mais mudando- se para Paris e se dedicando a vida mundana da cidade. Após dois anos de silencio, Zeffirelli, grande amigo e diretor, conseguiu convence-la de voltar a cantar e montou Tosca em Londres, no Covent Garden, e foi um espetáculo inesquecível.

Maria Callas representou mais e melhor que nenhuma cantora soprano ne sua época, 84 vezes com perfeição inatingivel a dificilima Norma de Bellini, 58 vezes a Tosca de Puccini.   

 

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Maria Callas pronta para cantar na Traviatta.

 

Em 1968 aconselhada por Onassis, voltou mais cedo de um cruzeiro para Paris, e no mesmo dia, Jackie Kennedy, a viuva mais charmosa e elegante da época, embarcou no “Cristina”, e neste mesmo ano, Onassis se casaria com Jackie deixando Callas numa profunda depressão, na qual nunca mais se recuperaria.

Sua vida foi como as óperas que representou: dramática!

Apesar de todo o glamour terminou em desolação e morreu em Paris em 1977, aos 53 anos, de uma parada cardíaca consequência de uma doença degenerativa.

Maria Callas viveu um grande amor, superou obstáculos, representou com garra e paixão inigualáveis. A grande diva superou todos os limites e chegou ao merecido Olimpo morada dos Deuses gregos.

MP

Chico Buarque e Chiara Civello

 

Acima, John Legend e Kelly Clarkson

 

Todos nós adoramos uma boa música e as parcerias de grandes artistas cantando juntos! Muitas vezes, parcerias inéditas e que desconhecemos… Nem sabia que Chico Buarque tinha feito essa com Chiara Civello!! Gostei tanto que fui pesquisar outras para este post, não esquecendo de colocar umas antigas que amo!

Ouçam esta seleção que fiz!

AC

 

Tony Bennett e Marc Anthony

 

Bono Vox e Tony Bennett

 

 

Julio Iglesias e Diana Ross

 

Dalida e Alain Delon

 

 

David Byrne e Marisa Monte cantando “Águas de Março”, simplesmente divino!

 

E finalizando, o vídeo lançado ontem de Jennifer Lopez e nosso Rei Roberto cantando “Chegaste”

AC

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Nina Joory

 

 Sabrina Joory é um talento, e e breve será sucesso internacional, podem acreditar!

Nina Joory, nome artístico, nascida em Geneve mas brasileira, tem apenas 21 anos e uma voz espetacular. Estudou a vida inteira em escolas internacionais por isso fala francês, português e inglês fluentemente, e pode cantar em todas estas línguas.
Atualmente está acabando a grande faculdade de musica Berklee College of Music em Boston para começar uma carreira que certamente será extraordinária!

 

ENTREVISTA SABRINA JOORY (NINA JOORY)

 MP: Desde quantos anos você gosta de musica? Sempre quis cantar?

NJ: Eu sempre gostei de musica. Minha mãe diz que eu parecia um rouxinol no berço, sempre cantarolando! Me sinto transportada por melodias e harmonias… sinto uma conexão e um sentimento muito forte com isso. Sempre cantei mas imagino que comecei a levar serio com uns 12 anos. Sempre foi um sonho, que parecia impossível… mas hoje boto fé e acredito que com motivação, esforço e disciplina você já está no meio do caminho.

MP: Quando foi a primeira vez que você cantou?

NJ: Acho que a primeira vez que eu cantei na frente de um monte de gente foi quando eu estava de ferias na Bahia… eu devia ter uns 6 anos, por ai! Estávamos jantando no restaurante do hotel que estava lotado neste dia, me levantei do nada e pedi pro violonista que estava tocando, se ele sabia tocar Garota de Ipanema (até parece… rs) e se ele podia tocar enquanto eu cantasse. Ele achou muito engraçado e me deixou cantar para o público. O mais engraçado foi que todo mundo achou que eu fosse parte do show! Pena que não tenho nenhum vídeo deste momento inesquecível…

 

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Nina Joory.

 

MP: Quais são os seus objetivos?  

NJ: Eu quero me estabelecer como cantora e compositora profissional. Eu amo cantar, gravar e dividir isso. Gosto de fazer parte do projeto inteiro: composição, produção, arranjo… (coitados dos produtores pois sempre estou querendo me meter no trabalho deles rs). Mas eu também quero muito compor para outros artistas, porque cada artista tem seu som, e também quero poder compor coisas que não necessariamente combinariam com minha imagem ou meu repertorio. Acho que é um jeito de poder se expressar de uma maneira “disfarçada”, podendo explorar alter egos sem estar no “spotlight”.

MP: Qual seu maior sonho? 

NJ: O meu maior sonho é ser conhecida como uma artista pop brasileira que canta em português e em inglês… mais ou menos que nem a Shakira, que é conhecida tão bem nos Estados Unidos como em seu próprio pais (Colômbia). Afinal, eu me sinto muito “americanizada”, pois sempre ouvi musica em inglês, estudei a minha vida inteira em uma escola internacional com um “mindset” muito americano… E agora ainda mais desde que comecei à estudar nos EUA! Mas o meu maior sonho é poder unir estes dois mundos sem que vire um lance “world music”… Eu quero que o exterior conheça elementos da musica brasileira de hoje (sendo pop ou nem) e queria que incluísse isso no pop americano, que nem já esta sendo feito com batidas de Reggaeton, como por exemplo com a musica Sorry do Justin Bieber, ou até One Dance do Drake. Amaria poder ver o Brasil incluído neste universo latino que já é tão presente nos EUA.

 

MP: Quem é seu ídolo de musica? 

NJ:Essa pergunta sempre me dá crises de ansiedade, porque nunca sei como responder. Mas dois artistas que eu acho fora do comum são o Michael Jackson e a Beyoncé. Ambos tem uma voz incrível, uma presença de palco inigualável, e uma “soul” que transparece por todos os poros!… O Michael Jackson já deixou sua marca no pop, e também acho que a Beyoncé ainda será idolatrada por muito tempo.

 

MP: Qual musica você gosta mais?

NJ: Não tem como eu te falar qual musica gosto mais, mas a musica que mais me marcou desde o ano passado foi “Earned It” do The Weeknd, que faz parte da trilha sonora do filme “Cinqüenta Tons de Cinza”. Eu amo o cantor, acho os caminhos melódicos dele incríveis, acho o arranjo dessa musica maravilhoso e poderoso (especialmente o arranjo de cordas), e o universo da musica inteira que é muito sensual e “dreamy”. Fiquei tão amarrada nessa musica que fiz um cover, que alias é um mash-up (=mistura de musicas) com a musica da Beyoncé que também foi feita pro filme!

 

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Nina Joory.

 

MP: Qual foi o show que você mais gostou?

NJ: Vou ter que escolher dois… Fui ver o The Weeknd em Boston, que eu amei DEMAIS e achei incrível, e fui ver Coldplay esse verão em Zürich que achei maravilhoso também… a produção inteira do show foi algo surreal.

 

MP: Qual o seu livro preferido?

NJ: Um dos livros (peça de teatro) que me marcou demais, e que amei de paixão, foi Huis Clos (português: Entre Quatro Paredes) do escritor francês Jean-Paul Sartre. Acho o conceito da historia muito intrigante e me questionei bastante ao ler esta peça.

 

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Nina Joory.

 

MP: Qual é a sua cidade predileta? 

NJ: Não sei se seria a cidade ideal pra morar por vários motivos, mas eu sempre senti uma conexão e um amor muito forte pelo Rio de Janeiro. Apesar de eu ter vivido a vida inteira em Geneve, e só ter passado um mês por ano no Rio, eu me sinto bem mais brasileira do que Suíça, e adoro o Rio de Janeiro. Guardo lembranças incríveis de momentos da minha infância que passei aqui.

 

MP: O Brasil é um pais bom pra fazer musica?

NJ: Eu acho que depende muito do estilo de musica. Eu acho que a cena pop esta fazendo muito sucesso por aqui, então pra quem canta pop que nem eu, tem muitas vantagens.

 

MP: O que você acha da musica Brasileira?

NJ: Eu acho que a diversidade da musica brasileira é uma coisa incrível. Da MPB pro Pop, Funk, Sertanejo, Samba, Bossa Nova, Axé, etc… representa a mistura que o povo brasileiro é. Alias eu estava hoje assistindo uma entrevista do Jean-Paul Gaultier, dizendo o Brasil tem tudo a ver com a mistura… Que a mestiçagem da nossa cultura é o que faz dela uma coisa maravilhosa. Como cheguei há pouco aqui ainda estou conhecendo muitos artistas brasileiros, mas eu fiquei impressionada com a artista Karol Conká que conseguiu misturar Hip-Hop, musica eletrônica e samba de um jeito super homogé.

 

Nina contribuiu na versão da música “Bang” em inglês, de Anitta ( que ainda não foi lançada ), pelo contrato que fez com um A&R da Warner Music do Brasil. Nina conta que até agora, foi o trabalho mais interessante que já participou, pois a versão brasileira desta música gerou mais de 300 milhões de visualizações! Incrível não?

Abaixo dois videos de Nina cantando….

 

 

* Instagram : @ninajoory
* Snapchat : @sabzzj
* Facebook : http://www.facebook.com/ninajoory (Nina Joory)
* YouTube : https://www.youtube.com/channel/UC4YajKbfaFo3pyiFCHl5vWw (Nina Joory)
* SoundCloud : https://soundcloud.com/nina-joory (Nina Joory)
* Twitter: @ninajoory

Minha gente, esta menina vai longe pois é muito talentosa, muito disciplinada e tem uma voz sensacional!

 

 

 

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Adoro escutar Dalida, e como passei minha infância e parte de minha adolescência em Paris, e por lá ela sempre foi um sucesso absoluto, me encantei com sua música desde muito jovem.

Dalida, ( nome artístico de Iolanda Cristina Gigliotti) , nasceu no Cairo em 1933, seus pais eram italianos oriundos da Calábria e haviam imigrado ao Egito no início do século XX.

Dalida deu início a sua carreira artística na França, e com o passar do tempo o seu sucesso obteve alcance mundial, pena que morreu muito cedo com apenas 54 anos.

No ano de 1950 Dalida participa do concurso de beleza Miss Ondine vencendo a competição, indo logo após trabalhar como modelo no estúdio de moda “Donna”, um dos mais importantes da cidade do Cairo. Aos 21 anos em 1954 competiu e venceu o Miss Egito 1954, sendo considerada então a moça mais bela do do Egito e ganhando fama no país.

Conhecedora de varias línguas, gravou canções em mais de 10 idiomas e seu sucesso foi absoluto pois vendeu mais de 170 milhões de cópias pelo mundo, recebeu 55 discos de ouro e foi a primeira cantora a receber um Disco de Diamante, estabelecendo-a como uma das mais notáveis artistas poliglotas a gravar no século XX.

Dalida nasceu com uma estrela, era iluminada e uma grande cantora,  realmente adoro suas músicas!

MP

Aqui vão algumas seleções que amo!

 

Esta é a versão de Alain Delon Com Dalida maravilhosa!

E esta é uma verão mais moderna de Alain Delon cantando a mesma música de Dalida, mas com Celine Dion, é um espetáculo!

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