Foto Leo Aversa

Cenas do musical : “O beijo da megera “/ Foto exclusivas de Leo Aversa 

 

Amanhã não perco, por NADA neste mundo, a pré-estréia de um dos espetáculos mais maravilhosos que conheço, consagrado pela assinatura do grande Cole Porter… Falo de “Kiss me , Kate – O beijo da megera”, dirigido por Charles Möeller e Claudio Botelho: sem nenhuma dúvida será o maior sucesso!

Esta dupla fantástica de produtores de musicais, unidos à coordenadora artística (e minha amiga de infância) Tina Salles, viraram marca registrada de teatro de primeira categoria e garantia de sucesso nos palcos, Brasil afora!

Acompanho, há anos, sua trajetória e posso dizer que só vi maravilhas vindas deste trio divino. É sempre uma alegria e um privilégio poder assistir suas peças, feitas com tanto profissionalismo e perfeição: dá orgulho de ser brasileiro!

 “Kiss me, Kate” é um marco na trajetória de Charles Möeller & Claudio Botelho, pois foi um grande desafio concretizado. Há exatos 15 anos, eles despontaram para o sucesso com “Cole Porter – Ele Nunca Disse que me Amava” e abriram caminho para o renascimento do teatro musical, no Brasil. Na época, a montagem de “Kiss me, Kate”, o mais celebrado musical de Porter era um sonho distante, devido às exigências técnicas e artísticas do espetáculo.

Depois da montagem de 35 peças super sucedidas que ajudaram a formar uma nova e espetacular geração de profissionais especializados em musicais, a dupla finalmente vai mostrar a sua versão para “Kiss me Kate”, no Teatro Bradesco, produção de Möeller & Botelho, tendo o grande ator José Mayer vivendo o protagonista Fred Graham: tudo de bom!

 

Foto Leo Aversa - ator José Mayer

Foto de Leo Aversa- ator José Mayer.

 

Foto Leo Aversa - atriz Alessandra Verney (Kate)

Foto de Leo Aversa- atriz Alessandra Verney ( Kate ) .

 

Como contei, “Kiss me, Kate” é o maior sucesso da carreira de Cole Porter. Sua primeira montagem estreou em dezembro de 1948 e alcançou a marca extraordinária de 1077 apresentações recebendo, em 1949, cinco prêmios Tony nas categorias Musical, Compositor, Autor, Figurino e Produção. Sua versão inglesa estreou em 1951 e chegou a mais de 400 sessões.

Em 1953, o musical deu origem a um filme homônimo. O cinquentenário da obra foi comemorado em grande estilo, em 1999, com um aclamado revival na Broadway e premiado, assim como o original, com cinco prêmios Tony: melhor Revival, Ator, Direção, Orquestração e Figurino.

Fiquem com uma das minhas cenas prediletas do filme Kiss me Kate de 1953… DELEITE PERDE…..

 

 

Foto Leo Aversa - Atores Will Anderson e Chico Caruso

Foto de Leo Aversa – Atores Will Anderson e Chico Caruso  

KISS ME, KATE – O BEIJO DA MEGERA

ESTREIA DIA 30 DE OUTUBRO

TEATRO BRADESCO (RIO DE JANEIRO) Village mall/ Barra 

 

Cena do maravilhoso musical pernambucano "O Nosso Villa", que me lembrou um "tablado" andaluz!

Cena do maravilhoso musical pernambucano “O Nosso Villa”, que me lembrou um “tablado” andaluz!

 

Estréia amanhã, no Rio de Janeiro, o maravilhoso musical “O Nosso Villa: Um Musical Villa Lobos” que chega consagrado por suas apresentações pelo Brasil.

Concebido em Recife e fruto de uma parceria entre a “Cia Sopro-de-Zéfiro” (formada po artistas profissionais) e a “Ária Social” (artistas em processo de formação), o espetáculo alia canto e dança, com maestría.

 

O jovem elenco!

O jovem e afiadíssimo elenco!

 

Desdobramento de uma montagem anterior, ele é fruto de pesquisa e treinamento acirrados, como explica a diretora do espetáculo, minha querida amiga e musa Cecília Brennand: “Todo ano a gente escolhe um tema para estudar na escola (do Aria). Eles tiveram um ano só para isso, teatralizaram, fizeram exercícios, vivenciaram toda uma pesquisa. A escola inteira participa. Como consequência deste trabalho, fizemos um espetáculo interno e, depois disto, resolvemos fazer outro espetáculo sobre Villa-Lobos (o que estreia hoje). A ideia foi da nossa maestrina, Rosemary Oliveira, e todos nos encantamos muito”.

 

Divinos em ação...

Divinos em ação…

 

O roteiro conta a trajetória musical do maestro e compositor Villa Lobos, com pincelada em etapas de sua vida. Dividido em blocos, a platéia é embalada por 15 divinas canções do autor e percorre sua infância, a fase dos “choros”, do mar, das Bachianas, Villa na França e na Semana de Arte Moderna.

 

Cartaz do espetáculo!

Cartaz do espetáculo!

 

Com elenco afiado composto por 40 bailarinos/cantores mais 7 músicos, “O Nosso Villa” vale muito o seu ingresso, vendidos na bilheteria do teatro… Mas corram pois, infelizmente, a apresentação é única. Nos vemos lá! BN

FICHA TÉCNICA:
“O NOSSO VILLA…”
TEATRO OI CASA GRANDE
DIA: 8 SETEMBRO, SEGUNDA FEIRA
HORA: 20:30H

CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NO CLIMA!

 

 

 

 

 

Voces vão me agradecer, podem anotar! Não dá pra gostar um pouco, a pessoa ama e vai à loucura com o sensacional musical/espetáculo/show/no words enough, PIPPIN, remontagem espetacular, do musical que vi, 8 vezes, há alguns anos atrás, na Broadway em NY e aqui no Rio, no Teatro Manchete, inesquecível!

Voce ri, se emociona, se deslumbra, se encanta, só de pensar dá vontade de ver de novo!!! E eu vou, com certeza, é bom demais!

Pois nesta última vez em que fui à NY e soube que tinham feito uma remontagem de PIPPIN, nem titubeei: é este que vou ver com certeza! Comprei os ingressos pela internet, e valeu cada cent que paguei!

Recomendo super!!!

AC

 

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http://www.pippinthemusical.com/

 

AC

 

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Me preparando para o espetáculo!

 

Na minha viagem para Londres, mês passado, estávamos com a agenda praticamente lotada, por conta dos inúmeros concertos. Por isso, decidimos deixar o maravilhoso teatro local para a próxima, não fosse a veemência da querida MP, me aconselhando a peça “WarHorse”… Como sempre acato seus preciosos conselhos, fomos destinadas a ver um espetáculo que encheu nossos olhos pela beleza e criatividade de sua encenação e é, absolutamente, imperdível!

 

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Cartaz da peça londrina!

 

Baseada no livro infantil homônimo, de Michael Morpungo, que virou um belo filme sob a direção do mago, Steven Spilberg, especialista em obras que encantam tanto os adolescentes como também seus pais, WarHorse conta uma história simples, em versão saga, do amor incondicional do menino Albert Narracott por seu cavalo Joey.

 

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Cartaz do ótimo filme de Spilberg!

 

Passada em Devon, Inglaterra, durante a Primeira Guerra Mundial, a trama fala sobre amizade, injustiça, saudades e, logicamente, guerra. Até aí tudo ok… O que destoa, e faz a diferença, é a montagem genial, com uma cenografia que proporciona uma intimidade e identificação única, do espectador com os personagens.

Apoiada num palco quase circular, lembrando uma arena, platéia em volta e corredores cortando-a, para ligar o fundo do teatro ao proscênio, me senti integrante da encenação, tal a proximidade que estas vias proporcionam a todos os que estão no recinto.

 

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O cenário minimalista é cortado por este telão ao fundo do palco, onde filmes projetados situam o espectador, no tempo e espaço!

 

Cenário minimalista, em tons de cinza, montado e recolocado pelos próprios atores, a primeira surpresa já é bárbara: um telão, lindamente recortado, que rasga o fundo do palco de fora a fora, e onde é projetado desenhos a lápis lindos e cenas autênticas de batalhas, para nos localizarmos no tempo e no espaço.

 

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Os atores usam roupas réplicas das da época da encenação: show!

 

Toda a simplicidade é para reforçar a importância da figura dos cavalos Joey e Topthorn, cujo desenho é impactante e o controle absolutamente fantástico. Concebidos como marionetes ( o que lhes dá um perfeito aspecto lúdico e vintage) e tamanho real de um cavalo, estes “bonecos” são manipulados por atores que simulam seus movimentos e imitam seus sons, num ballet perfeito e mágico. São três atores para cada cavalo, dois para mexer o corpo e um somente para cara, que com perfeição técnica consegue dar quase vida a um puppet feito estrutura de aço, cabos de avião, tecido e couro.

 

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Dois atores sustentam o corpo de cada cavalo e um terceiro se ocupa da face do animal: um ballet cênico que jamais vi igual!

 

O melhor de tudo é que, em nenhum momento, os atores que dão vida aos bichos são disfarçados. Pelo contrário, suas figuras e atuação estão no centro do espetáculo, para dar-nos a dimensão exata de suas importâncias. A simbiose é tão perfeita que, no decorrer da peça, esquecemos das partes e olhamos para aqueles bichos/ homens como uma unidade.
Pra terminar: o teatro vem abaixo quando uns marrecos cruzam o palco, de quando em vez, seguindo este mesmo sistema simbiótico e derrubando nossos queixos, diante de tanta perfeição!

 

Na hora da cavalgada de com é difícil segurar a emoção!

Na hora da cavalgada de Albert e Joey,  é difícil segurar a emoção!

 

Quem for viajar, nas próximas férias, para Londres ou NYC, aproveite para ver “WarHorse”, vale muito o seu ingresso! E leve a filharada, todos vão adorar… BN

 

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