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Nina Joory

 

 Sabrina Joory é um talento, e e breve será sucesso internacional, podem acreditar!

Nina Joory, nome artístico, nascida em Geneve mas brasileira, tem apenas 21 anos e uma voz espetacular. Estudou a vida inteira em escolas internacionais por isso fala francês, português e inglês fluentemente, e pode cantar em todas estas línguas.
Atualmente está acabando a grande faculdade de musica Berklee College of Music em Boston para começar uma carreira que certamente será extraordinária!

 

ENTREVISTA SABRINA JOORY (NINA JOORY)

 MP: Desde quantos anos você gosta de musica? Sempre quis cantar?

NJ: Eu sempre gostei de musica. Minha mãe diz que eu parecia um rouxinol no berço, sempre cantarolando! Me sinto transportada por melodias e harmonias… sinto uma conexão e um sentimento muito forte com isso. Sempre cantei mas imagino que comecei a levar serio com uns 12 anos. Sempre foi um sonho, que parecia impossível… mas hoje boto fé e acredito que com motivação, esforço e disciplina você já está no meio do caminho.

MP: Quando foi a primeira vez que você cantou?

NJ: Acho que a primeira vez que eu cantei na frente de um monte de gente foi quando eu estava de ferias na Bahia… eu devia ter uns 6 anos, por ai! Estávamos jantando no restaurante do hotel que estava lotado neste dia, me levantei do nada e pedi pro violonista que estava tocando, se ele sabia tocar Garota de Ipanema (até parece… rs) e se ele podia tocar enquanto eu cantasse. Ele achou muito engraçado e me deixou cantar para o público. O mais engraçado foi que todo mundo achou que eu fosse parte do show! Pena que não tenho nenhum vídeo deste momento inesquecível…

 

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Nina Joory.

 

MP: Quais são os seus objetivos?  

NJ: Eu quero me estabelecer como cantora e compositora profissional. Eu amo cantar, gravar e dividir isso. Gosto de fazer parte do projeto inteiro: composição, produção, arranjo… (coitados dos produtores pois sempre estou querendo me meter no trabalho deles rs). Mas eu também quero muito compor para outros artistas, porque cada artista tem seu som, e também quero poder compor coisas que não necessariamente combinariam com minha imagem ou meu repertorio. Acho que é um jeito de poder se expressar de uma maneira “disfarçada”, podendo explorar alter egos sem estar no “spotlight”.

MP: Qual seu maior sonho? 

NJ: O meu maior sonho é ser conhecida como uma artista pop brasileira que canta em português e em inglês… mais ou menos que nem a Shakira, que é conhecida tão bem nos Estados Unidos como em seu próprio pais (Colômbia). Afinal, eu me sinto muito “americanizada”, pois sempre ouvi musica em inglês, estudei a minha vida inteira em uma escola internacional com um “mindset” muito americano… E agora ainda mais desde que comecei à estudar nos EUA! Mas o meu maior sonho é poder unir estes dois mundos sem que vire um lance “world music”… Eu quero que o exterior conheça elementos da musica brasileira de hoje (sendo pop ou nem) e queria que incluísse isso no pop americano, que nem já esta sendo feito com batidas de Reggaeton, como por exemplo com a musica Sorry do Justin Bieber, ou até One Dance do Drake. Amaria poder ver o Brasil incluído neste universo latino que já é tão presente nos EUA.

 

MP: Quem é seu ídolo de musica? 

NJ:Essa pergunta sempre me dá crises de ansiedade, porque nunca sei como responder. Mas dois artistas que eu acho fora do comum são o Michael Jackson e a Beyoncé. Ambos tem uma voz incrível, uma presença de palco inigualável, e uma “soul” que transparece por todos os poros!… O Michael Jackson já deixou sua marca no pop, e também acho que a Beyoncé ainda será idolatrada por muito tempo.

 

MP: Qual musica você gosta mais?

NJ: Não tem como eu te falar qual musica gosto mais, mas a musica que mais me marcou desde o ano passado foi “Earned It” do The Weeknd, que faz parte da trilha sonora do filme “Cinqüenta Tons de Cinza”. Eu amo o cantor, acho os caminhos melódicos dele incríveis, acho o arranjo dessa musica maravilhoso e poderoso (especialmente o arranjo de cordas), e o universo da musica inteira que é muito sensual e “dreamy”. Fiquei tão amarrada nessa musica que fiz um cover, que alias é um mash-up (=mistura de musicas) com a musica da Beyoncé que também foi feita pro filme!

 

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Nina Joory.

 

MP: Qual foi o show que você mais gostou?

NJ: Vou ter que escolher dois… Fui ver o The Weeknd em Boston, que eu amei DEMAIS e achei incrível, e fui ver Coldplay esse verão em Zürich que achei maravilhoso também… a produção inteira do show foi algo surreal.

 

MP: Qual o seu livro preferido?

NJ: Um dos livros (peça de teatro) que me marcou demais, e que amei de paixão, foi Huis Clos (português: Entre Quatro Paredes) do escritor francês Jean-Paul Sartre. Acho o conceito da historia muito intrigante e me questionei bastante ao ler esta peça.

 

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Nina Joory.

 

MP: Qual é a sua cidade predileta? 

NJ: Não sei se seria a cidade ideal pra morar por vários motivos, mas eu sempre senti uma conexão e um amor muito forte pelo Rio de Janeiro. Apesar de eu ter vivido a vida inteira em Geneve, e só ter passado um mês por ano no Rio, eu me sinto bem mais brasileira do que Suíça, e adoro o Rio de Janeiro. Guardo lembranças incríveis de momentos da minha infância que passei aqui.

 

MP: O Brasil é um pais bom pra fazer musica?

NJ: Eu acho que depende muito do estilo de musica. Eu acho que a cena pop esta fazendo muito sucesso por aqui, então pra quem canta pop que nem eu, tem muitas vantagens.

 

MP: O que você acha da musica Brasileira?

NJ: Eu acho que a diversidade da musica brasileira é uma coisa incrível. Da MPB pro Pop, Funk, Sertanejo, Samba, Bossa Nova, Axé, etc… representa a mistura que o povo brasileiro é. Alias eu estava hoje assistindo uma entrevista do Jean-Paul Gaultier, dizendo o Brasil tem tudo a ver com a mistura… Que a mestiçagem da nossa cultura é o que faz dela uma coisa maravilhosa. Como cheguei há pouco aqui ainda estou conhecendo muitos artistas brasileiros, mas eu fiquei impressionada com a artista Karol Conká que conseguiu misturar Hip-Hop, musica eletrônica e samba de um jeito super homogé.

 

Nina contribuiu na versão da música “Bang” em inglês, de Anitta ( que ainda não foi lançada ), pelo contrato que fez com um A&R da Warner Music do Brasil. Nina conta que até agora, foi o trabalho mais interessante que já participou, pois a versão brasileira desta música gerou mais de 300 milhões de visualizações! Incrível não?

Abaixo dois videos de Nina cantando….

 

 

* Instagram : @ninajoory
* Snapchat : @sabzzj
* Facebook : http://www.facebook.com/ninajoory (Nina Joory)
* YouTube : https://www.youtube.com/channel/UC4YajKbfaFo3pyiFCHl5vWw (Nina Joory)
* SoundCloud : https://soundcloud.com/nina-joory (Nina Joory)
* Twitter: @ninajoory

Minha gente, esta menina vai longe pois é muito talentosa, muito disciplinada e tem uma voz sensacional!

 

 

Vamos reler a entrevista que nosso querido deu em 2013! Em breve vamos ter novela nova dele no ar, que maravilha, são imbatíveis!

Conversar com o João Emanuel é sempre um prazer inenarrável!

Simples, engraçado, brilhante, é um privilégio poder ouvir suas histórias hilárias, sua narrativa de fatos do dia a dia que vindas dele se tornam “causos” maravilhosos!

Hoje ele nos brinda com esta entrevista!

 

AC

 

João Emanuel e sua fã de carteirinha: eu!

 

AC: Você cresceu cercado por duas mulheres incríveis e fortes, sua mãe, Lélia Coelho Frota e sua avó, D. Lucília. Que influencia elas tiveram na sua formação? Conte-nos um pouco da sua infancia e juventude.

JE: Filho único, fui criado pela minha mãe, Lélia Coelho Frota e pela minha avó, D. Lucilia, duas mulheres extraordiárias cada uma à sua maneira. Da minha mãe acho que herdei a enorme curiosidade pelas coisas, e da minha avó um espírito prático e o gosto pelas coisas da casa. Minha mãe viajava comigo pelo mundo todo quando eu era pequeno,  o que me deu um chão muito grande.  Mas de uma forma geral  fui um menino solitário que buscava refúgio nos livros, no gibis e nos brinquedos.

 

A queridíssima Lélia Coelho Frota

 

AC: O que vem antes nas suas histórias, alguma idéia ou algum personagem para o qual você desenvolve a trama?

JE: Uma novela é mesmo como um novelo, algo que você sente que cresce na sua mão, uma história que tenha fôlego para infinitas  horas, se desdobrando, se reinventando. Minhas histórias partem de uma idéia. No caso de Avenida Brasil, a idéia de duas antagonistas que fossem ambivalentes, duas mulheres que agem certo e errado, cada  uma a sua maneira, para que caiba ao publico julgá-las.

 

Carminha e Nina, inesquecíveis!

 

AC: Pra quem você prefere escrever, para a vilã ou para a “mocinha”?
 
JE: Gosto de vilãs capazes de nos cativar e de mocinhas passíveis de errar.

 

AC: Qual é o seu personagem favorito, e qual personagem de outro autor de novelas que você gostaria de ter criado?
 
JE: A Víúva Porcina!

 

 

AC: Você era “noveleiro” quando criança e adolescente, algum autor te influenciou especialmente? O que gostava de ver na TV?
 
JE: A novela que me marcou mesmo foi o Roque Santeiro, que vi quando era criança. Não perdia um capítulo!  Mas gostava de ver de tudo na tv.

 

AC: O que te fascina e o que te assusta?

JE: O desafio de criar uma história fascina e assusta ao mesmo tempo. Consiste em se criar problemas o tempo todo, se pôr em cheque.

 

AC: Você consegue ter um relax enquanto está escrevendo uma novela, ou é só trabalho? O que voce gosta de fazer quando pode?

JE: Gosto de nadar e de ler. Sobra pouco tempo pra isso quando escrevo novela…

 

AC: Passeando por aí você deve ouvir muitas opiniões sobre a sua trama. Isso te influencia no rumo dos personagens ou da história?

JE: Você tem que escutar  todo mundo e ao mesmo tempo não escutar ninguém. Se não tiver certeza do que quer fazer e se deixar influenciar,  está perdido.

 

AC: Estamos todos aqui nos 40 Forever…Você é vaidoso, tem medo de envelhecer?
 
JE: Me sinto parte integrante do movimento 40 forever.  Como vocês, também prentendo fincar o pé nos 40 e aqui permanecer. Uma coisa que aprendi com minha avó de 102  anos é não se fixar no passado. O negócio é o presente e o futuro. E ouso sugerir penalidades aos mentecaptos que ficam perguntando nossa idade,  comentando que foram com a gente na Colombo de Copacabana ou viram conosco 2001 do Kubrick no Cine Coral do Flamengo. Esses infelizes não merecem fazer parte do 40 forever!

 

João Emanuel e minha tia Vivi Nabuco, sua outra super fã, aliás, todos na nossa familia são seus fãs incondicionais como sempre fomos de sua mãe, nossa querida Lélia!

AC

 

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Doutor Volney Pitombo começou sua carreira há 30 anos após se formar na Bahia e se especializar em Londres e New York. Se dedicou a reconstrução de face após acidentes com deformidades congênitas, como nariz e lábios leporino. Já operou mais de 5000 narizes e é professor de pós graduação em cirurgia plástica. Ele diz que “a cirurgia de nariz é a que mais embeleza o rosto, pois não existe rosto feio com nariz bonito”.

Escreveu diversos livros sobre rinoplastia já foi escolhido melhor cirurgião plástico brasileiro e premiado várias vezes, Volney tem sua própria clinica em Botafogo com instalação de primeiro mundo. Quando perguntei alguns nomes de globais me disse:” o difícil é não ter operado alguém por lá..”.

Aqui vai uma entrevista feita especialmente para o 40 forever:

 

MP_Você é considerado o maior especialista de plástica de nariz do mundo, o que você acha deste título?

VP: Eu gosto muito de operar face especialmente nariz. É admirável observar a harmonia das expressões faciais. No rosto é que a sensibilidade artística do cirurgião é mais visível.
MP_Qual a sua musa inspiradora? Quem são as mulheres que considera protótipos de beleza?
VP: Minha inspiração vem sempre do próximo paciente. Cada rosto é único, com seus traços, sutilezas e personalidade. Observar cuidadosamente o admirável conjunto de formas é seguramente inspirador.
Como protótipo de beleza encontramos em Maria Fernanda Cândido, Ângela Vieira e Nicole Kidman bons exemplos
.MP_ Qual a proporção de homens e mulheres que fazem plástica? Acima de 30 anos e abaixo de 30 anos?
VP: Embora os homens procurem cada vez mais a cirurgia plástica, as mulheres continuam liderando o cuidado com o corpo. De um modo geral, as mulheres cuidam bem mais e melhor da saúde do que o homem que muitas vezes são alertados por elas a se cuidarem.
                Acima de 30 anos: 70% mulheres e 30% homens
                Abaixo de 30 anos: 85% mulheres e 15% homens
MP_Você acha que a posição do homem em relação a plástica mudou muito nos últimos 10 anos?
VP: Sim. A percepção de beleza do homem é diferente da mulher. O homem se preocupa mais com alterações de sinais relacionados com vitalidade, virilidade e poder. Assim, sinais de cansaço e decadência como “papada”, pescoço enrugado, bolsa debaixo dos olhos e barriga é pouco tolerado. Rugas finas não é problema para homem, é mais para a mulher.
As técnicas cirúrgicas atuais conduzem a resultados mais naturais e rápida recuperação animando mais esses pacientes a procurar o médico.
MP_ Você acha que o homem brasileiro é mais vaidoso que os outros?
VP: Acho de modo geral que o homem é mais vaidoso que as mulheres. Só que o homem direciona a sua vaidade para o trabalho e o relacionamento social. Dando assim, um peso menor para a beleza física. Acredito que o homem brasileiro esta entre os mais vaidosos, no mesmo nível que os italianos. 
MP_ Por ser um esteta o que você repara primeiro numa mulher?
VP: O olhar e o nariz. São duas expressões poderosas na face.
MP_É verdade que refazer a ponta do nariz remoça 8 anos a mulher?
VP: Sim, o nariz começa a cair e arredondar a ponta a partir dos 30 anos e, gradualmente vai acentuando esta mudança. O simples refinamento da ponta que chamo de “toque de classe” rejuvenesce o rosto 8 anos.
MP_ Qual seu hobby?
VP: Arte, especialmente música. Toda boa música, da MPB ao clássico. É uma inesgotável fonte de inspiração e harmonia para a vida. Para operar gosto de ouvir os Concertos de Mozart para piano.
MP_ O lugar que mais gosta do mundo?
VP: Como médico, poder cuidar de alguém é uma feliz missão. Assim, estar na sala de operação, em uma atmosfera suave e em total harmonia com a equipe, é o lugar!
MP_ Seu sonho de consumo?
VP: Ter uma vila na Toscana.
MP_ Seu livro de cabeceira do momento?
VP: “Te cuida” de Cláudio Domênico.
A elegância de Dr Volney para operar!

A elegância de Dr Volney para operar!

 Clique AQUI para saber tudo sobre o Doutor Volney Pitombo e AQUI para ver uma simulação de uma cirurgia de nariz.
Dr Volney fará uma palestra imperdível no dia 13 de Novembro as 16h30 na casa do Saber cujo título é a “Beleza do século XXI”, estarei lá radiante! 
MP

 

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Um dos maiores pensadores culturais do momento está no Rio de Janeiro. É  Roman Krznaric, autor do recém-lançado “Como Encontrar o Trabalho da Sua Vida,” (Zahar) e um dos fundadores da “The School of Life”.

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Roman estará no Teatro Tom Jobim, no domingo, para falar sobre Empatia, no Circuito Inaugural de Sermões Seculares do Brasil.

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Jackie de Botton

 

Antes de ser recepcionado por Martha Castilho e Jackie de Botton, para uns drinks com a bela vista do Arpoador, pedi à Jackie que fizesse esta entrevista exclusiva para nossos leitores com Krznaric, para descobrir mais sobre a EMPATIA.

AC

 

JACKIE DE BOTTON: Como você começou a se interessar por empatia?

RK: Três coisas aconteceram. A primeira é que quando eu tinha 25 anos eu fui para a Guatemala e trabalhei com refugiados na selva indígena. Eu vi o sofrimento, a pobreza e a violência. Eles tinham que lidar com isso diariamente. Havia uma Guerra civil acontecendo. E eu percebi que precisava entender vidas que eram diferentes da minha. Isso me abriu completamente para a empatia, ver a pobreza e o sofrimento deles.

A segunda coisa foi na época em que eu era Professor Universitária de Ciências Políticas. Há 10 anos eu, de repente percebi, que a maneira que você muda uma sociedade não é mudando a política, ou partidos, ou leis, é mudando relacionamentos. É através de empatia, através de uma conversa por vez, com as pessoas entendendo as outras.

A terceira coisa que aconteceu comigo, foi que um dia, uns 6 ou 7 anos atrás eu estava pensando em como a morte da minha mãe, quando eu tinha 10 anos de idade, me afetou. Eu percebi que depois que ela morreu, eu perdi a minha vida emocional. Eu não conseguia chorar ou amar, ou se preocupar com as pessoas. Então eu percebi que o meu interesse em empatia vinha de eu tentar recuperar o meu eu empático que perdi quando era criança.

 

JB: Como você começou a trabalhar com isso? Foi depois da Guatemala?

RK: O que aconteceu é que quando eu percebi que a sociedade muda através da empatia, e não da política, eu parei de dar aulas na Universidade e decidi me dedicar a estudar empatia. E eu comecei a dirigir uma organização para a OxfordMuse e comecei a fazer projetos práticos para fazer a empatia acontecer, projetos de massa.

Eu organizei refeições de conversas, comecei a colocar 100 empresários sentados diante de 100 sem-tetos, coloquei menus de conversação diante deles com perguntas como: que tipos de amor você vivenciou?; como você gostaria de ser mais corajoso?. E eram conversas de 2 horas, não aquelas de “speed dating”de 2 minutos.

Foi assim que eu comecei a fazer a empatia acontecer, entre pobres e ricos, jovens e velhos, gente de diferentes religiões. Fiz diferentes projetos para testar a empatia no mundo real.

JB: Você consegue sentir a diferença da empatia quando você visita países?

RK: Quando você visita certos países, consegue ver que há alguns lugares em que as pessoas tem empatia baixa e pouca confiança no outro. Você vem para o Brasil, por exemplo, e sente essa abertura emocional. As pessoas querem dividir os pensamentos e sentimentos com o outro, de uma maneira que você não vê em outros países.

Mas, o que a gente sabe é que em todos os países 98% das pessoas tem a capacidade para empatia. Às vezes está um pouco escondido, mas está tudo lá. Todo mundo entende o que é olhar para o mundo através dos olhos de outros pessoas. Todo mundo entende o que é sentir a dor de outra pessoa.

 

JB: Qual é a principal mensagem que você quer que as pessoas levem para casa depois do Sermão Secular de domingo, no Teatro Tom Jobim?

RK: Quando eles saírem do sermão no domingo, o meu grande sonho é que todos decidam, que pelo resto da vida, uma vez por semana, eles terão uma conversa com um estranho, que vá além da conversa superficial e lide com os temas que importam na vida: amores, valores, morte, relacionamentos… Espero que as pessoas se sintam transformadas e sintam que podem começar a fazer experimentos de empatia e a cultivar a curiosidade sobre os estranhos que eles cruzam na rua todos os dias.

JB: Você acredita muito que empatia também é uma questão de hábito. Pode descrever pra gente quais são os principais hábitos?

RK:

1)    Cultive a curiosidade diante dos estranhos.

As pessoas altamente empáticas tem uma curiosidade enorme sobre o outro. Eles conversam, por exemplo, com a pessoa sentada ao lado deles no ônibus, como se tivessem aquela curiosidade de criança, aquela curiosidade que a socidade é tão boa em tirar da gente. Eles acham as outras pessoas mais interessantes do que eles mesmos. O historiador oral Studs Terkel diz: “Não seja um examinador, faça perguntas e mostre interesse”

 2)   Desafie preconceitos e procure coisas em comum

Nós todos temos achismos e sempre colocamos rótulos nas pessoas: “fundamentalista islâmico” “do lar”, entre outros. Isso nos faz deixar de apreciar a particularidade de cada pessoa. As pessoas altamente empáticas procuram passar por cima dos preconceitos e tentam encontrar algo em comum com outros, em vez de segregá-los.

 3)   Tente viver a vida de outra pessoa

As pessoa altamente empáticas desenvolvem a empatia tentando viver a vida de outra pessoa. Como diz o provérbio americano “ande uma milha com o mocassim de uma pessoa, antes de criticar a vida dela”

O George Orwell é a maior inspiração para isso. Ele se vestiu de mendigo e morou junto a eles em Londres, para depois escrever  “Down and Out in Paris and London” e mudar suas crenças, prioridades e relacionamentos.

 4)   Ouça muito e se abra

É necessário, para que você seja uma pessoa altamente empática, que consiga ouvir o outro e tentar entender o que ele está sentindo naquele exato momento, seja um amigo que acabou de ser diagnosticado com câncer, ou o seu companheiro que está bravo por ter que trabalhar até tarde de novo.

Mas, ouvir apenas não é suficiente. Temos que nos fazer vulneráveis, remover as nossas máscaras e revelar os nossos sentimentos para criar um laço com as pessoas.

 5)   Inspirar ações de massa e a mudança social

A empatia também pode ser um fenômeno de massa e pode trazer a mudança social.

As redes sociais tem que aprender a espalhar não apenas informação, mas também conexão empática.

 6)   Desenvolva uma imaginação ambiciosa

Precisamos desenvolver empatia não apenas com pessoas marginalizadas, mas também com pessoas com crenças diferentes das nossas, ou com os nossos ïnimigos”

Se você faz campanha para diminuir o aquecimento global, que tal tentar se colocar no lugar de um executivo de uma petrolífera?

Empatizar com a adversidade também é um caminho para a tolerância social. Foi isso que Ghandi pessou durante os conflitos entre muçulmanos e hindus, que levou à independência da Índia, em 1947, quando ele declarou: “eu sou um muçulmano, eu sou um hindu, eu sou um cristão, eu sou um judeu.”

 

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Roman Krznaric é um pensador cultural e escritor sobre a Arte de Viver. Ele é fundador e professor da The School of Life, conselheiro de organizações como a Oxfam e a ONU, sobre como usar empatia e a conversação para criar uma mudança social. Ele foi eleito pela Observer como um dos melhores filósofos de “lifestyle” do Reino Unido.

Nascido em Sidney e criado em Hong Kong, ele estudou nas Universidades de Oxford, Londres e Essex, onde concluiu seu PHD e foi professor de sociologia e política na Universidade de Cambridge. Durante anos ele foi Diretor da The Oxford Muse, a fundação avant-garde que estimula a coragem e a invenção na vida pessoal, profissional e cultural.

Os seus últimos livros, Sobre a Arte de Viver (Zahar) e Como Encontrar o Trabalho da Sua Vida (Objetiva), já estão à venda no Brasil e foram traduzidos para diversas línguas. O blog dele dedicado a empatia e à arte de viver, Outrospection, é amplamente divulgado mundo afora e o video, feito por ele, “The Power of Outrospection,” já foi visto por de 250 mil pessoas.

Um fanático por tênis, ele já trabalhou de jardineiro e é apaixonado por fazer móveis. Sua maior ambição é criar o primeiro museu de empatia do mundo.

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JACKIE DE BOTTON PARA O 40 FOREVER

AC

 

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