Pena que não lembrei de fotografar a bandeja antes de nos servirmos. O grande segredo, além do sabor, é a quantidade extra de recheio: delícia!

 

Faço parte de um grupo de amigas com quem tenho o imenso prazer de ler o monumental “À Procura do Tempo Perdido”, de Proust, com a magistral orientação do maravilhoso Professor Marcelo Backer. Mas não só da genialidade da pluma de Marcel são feitas estas minhas tardes divinas, pois as anfitriãs/ alunas, verdadeiras Duquesas de Guermantes tropicais, também arrasam na grande arte de receber.

Como estudamos à tarde, são chás inesquecíveis com variedades de quitutes inenarráveis e sempre inéditos, pois não repetem receitas de jeito nenhum. Fico só provando e anotando: vocês estão sempre nos meus pensamentos.

Como fiz com os sanduichinhos de pepino que rivalizam até com os de Buckigham Palace: impossível serem mais gostosos… Segue a receita, que foi concebida pelo talento de José Hugo Celidônio, nem preciso dizer mais nada, não acham?! BN

SANDUICHINHOS DE PEPINO À MARIALICE:

INGREDIENTES:
– 1 ou 2 Pepinos bem verdes e firmes;
– 1 Xícara de maionese;
– 1 Colher de sopa de mostarda tipo Dijon;
– 8 Fatias finas de pão de forma;
– Sal.

PREPARO:
– Lave muito bem os pepinos pois serão usados com a casca;
– Corte-os em rodelas finíssimas;
– Tempere com sal e coloque num escorredor, sobre uma panela ou vasilha e deixe por cerca de 1 hora:
– Numa vasilha, misture a maionese com a mostarda;
– Passe esta mistura acima sobre as 8 fatias do pão de forma;
– Prove as rodelas de pepino (já escorridas) para ver se estão devidamente temperadas com o sal;
– Distribua as rodelas de pepino sobre 4 fatias do pão de forma, colocando-as em escama, cada uma sobre a metade da debaixo;
– Tampe estas fatias acima com as outras 4 fatias reservadas, apertando um pouco;
– Umedeça bem um guardanapo, coloque-o sobre um prato, deixando sobrar o suficiente para cobrir;
– Corte cada sanduiche em 4 quadradinhos ou em 2 tri6angulos;
– Arrume-os no prato, sobre o guardanapo e cubra-os com as pontas que sobraram;
– Deixe na geladeira até a hora de servir.

OBS:
– O objetivo do guardanapo úmido é para que os sanduichinhos fiquem muito macios e frios;
– Acrescente mais mostarda se quiser tempero mais forte;
– Não exagere na maionese, que deve ser o suficiente apenas para dar aderência ao pepino junto ao pão de forma.

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Esta receita não é minha, mas o que é bom a gente copia e compartilha!

Anotem aí esta perdição de bolo, que fica super macio, úmido, delicioso e que é fácil de fazer!

AC

 

BOLO DE BANANA COM CÔCO E MEL

Porções: 12

 

Ingredientes:

Para o bolo :
1,5 xícaras de aveia ( ou farinha de trigo )
½ colher de chá de bicarbonato de sódio
½ colher de chá de fermento em pó
pitada de sal
¼ colher de chá de canela
⅛ colher de chá de noz-moscada
1 xícara de açúcar granulado
¼ xícara de óleo de côco (ou óleo de canola)
½ xícara de molho de maçã sem açúcar
2 ovos
Extrato de baunilha: 2 colheres de chá
2 bananas grandes em purê
½ xícara de côco ralado

 

Para a cobertura :
200 gramas de cream cheese
4 colheres de sopa de mel
¼ xícara de açúcar em pó

 

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Instruções:

Pré aqueça o forno a 335 ° F / 190 ° C. Pulverize um prato quadrado ou uma bandeja de bolo redondo com spray de cozinha e reserve.
Em uma tigela grande, misture todos os ingredientes secos, exceto o açúcar. Ponha de lado.
Em uma segunda tigela, misture o açúcar, o óleo, os ovos, o extrato de baunilha e molho de maçã juntos. Amasse as bananas e misture nos ingredientes molhados. Adicione o côco ralado. Lentamente incorporar os ingredientes secos no molhado até que estejam bem misturados .
Despeje em seu prato untado e asse por cerca de 30-40 minutos ou até que o palito saia limpo quando inserido ( Dependendo do seu forno e da forma que você está usando, pode demorar um pouco mais, até 60 minutos). Esfriar completamente.
Para fazer a cobertura, bata o cream cheese, o mel e o açúcar com uma batedeira até misturar bem e ficar com uma consistencia cremosa.
Use
a cobertura em um saco de confeitar com um grande ponta redonda para decorar o bolo.

 

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AC

 

Tipo streep tease: revelando a iguaria aos poucos...

Tipo streep tease: revelando o divino doce de batata roxa aos poucos…

 

Aproveitei nossas gloriosas férias para dar uma de Ferán Adriá do brejo…  Para tanto, montei, com a maravilhosa Irene, um humilde laboratório na minha cozinha e nele desenvolvemos (eu falando e ela criando) algumas novas receitas e fáceis, prá gente continuar rolando um lero, no quatro bocas, numa boa.

 

Lembram desta foto na feijoada linda que eu fui?!

Lembram desta foto na feijoada linda que eu fui?!

 

Começo a “desovar” as novidades, por uma promessa: aquele doce de batata roxa surreal, que vimos num post sobre uma linda mesa de feijoada, lembram?
Pois conseguimos fazer, em casa, seu clone e, cá entre nós, de tão bom não deve nada ao seu primo mais chic, o marron glacé. Vamos à receita…

 

Este é o meu ( da Irene) clone....

Este é o meu ( da Irene) clone….

 

INGREDIENTES:
-1 1/2 Kg  Batata roxa;
– 1/2 Kg Açúcar cristal;
– 2 Xícaras de água.

PREPARO:
– Lave e descasque as batatas;
– Ponha em uma panela as batatas, o açúcar e a água;
– Deixe cozinhar, em fogo baixo, mexendo o tempo todo, devagar, até que a batata enteje cozida, já pastosa (soltando os pedaços);
– Caso a água seque, antes da batata estar no ponto ideal de cozimento, acrescente um pouco mais de água, tomando cuidado para não encharca-lo;
– Quando as batatas estiverem perfeitamente cozidas, passe-as numa peneira, amassando, até formar um purê. Só assim ela terá uma textura fina ideal.
– Pegue, então, este purê e volte com ele ao fogo brando e continue mexendo, até dar o ponto do doce, que é quando ele estiver: cremoso, lustroso e soltando do fundo da panela.
– Para dar uma pista, é o mesmo processo do brigadeiro, que só está pronto quando passamos a colher e sua massa está uniforme e compacta, soltando, como uma única porção, do fundo da panela. E como seu irmão de fé, ele também fica puxa-puxa!
– Detalhe: Demora em torno de 2 1/2 h de cozimento.
– Importante: Não ponha na geladeira pois endurece.

Depois, é só servir com um queijo minas maravilhoso e, no dia seguinte, correr pro Céééésarrrrr!!! BN

 

Close up pra dar água na boca....

Close up pra dar água na boca….

Ele não está em seu maior esplendor pois demorei um pouquinho pra me entender com a máquina de fotografar… Mas o gosto era sensacional e a formação geológica perfeita!

 

Eu amo este souflê porque, como diria minha amada tia Hero, ele é perfeito. Sua receita foi dada pela querida Glorinha Sued à minha mãe, como prova de grande amizade entre as duas: vocês sabem que os mineiros têm um código particular de afeto e conduta e nada é mais significativo para eles, do que revelar os segredos familiares da cozinha, debaixo de sete chaves…

Detalhe, vou contá-lo na versão “Emmental mas fica divino também com “Gruyère” ou queijo coalho.

INGREDIENTES:

8 ovos;
2 cebolas grandes;
200 gramas de manteiga sem sal;
2 pedaços de queijo Emmental, que somados, devem pesar, aproximadamente, 400 gramas.

PREPARO:

Passo 1: Derreta a manteiga, corte cada cebola em quatro partes e junte tudo e cozinhe por 10 minutos. Deixe esfriar bem;
Passo 2: Bata as gemas até formar um creme branco e homogêneo e reserve;
Passo 3: Rale todo o queijo na parte mais grossa do ralador e reserve;
Passo 4: Separe as gemas das claras. Reserve as gemas e bata as claras em “ponto de castelo”, bem firmes, e também reserve;
Passo 5: Separe a metade do queijo ralado e reseve. Junte, num pirex bem alto onde vai ser assado o suflê, o creme feito com as cebolas, o creme feito com as gemas e a outra metade do queijo ralado, misturando tudo;
Passo 6: Delicadamente, misture as claras batidas à mistura do Passo 5, tudo dentro da forma que irá ao forno. Pulverize, por cima de tudo, o restante do queijo ralado, que foi reservado;
Passo 7: Forno para assar, por 20 a 25 minutos. Quando tiver tostado, em cima, está  pronto!

PULOS DO GATO:

1- Se o queijo for de melhor qualidade, seu suflê vai agradecer;
2- O forno tem que estar pelando. Para tanto, deixe-o esquentando por 20 minutos, na temperatura máxima;
3- Minha adorada Helena Gondim, uma das melhores chefs de cozinha que já conheci, me deu esta dica: pôr uma colherinha de café de fermento em pó da Royal, pra ajudar o destino e a subida do suflê. Aqui em casa não usamos, mas Irene esclareceu que quem quiser testar, fazê-lo no Passo 5.
4- Minha mãe, que é das maiores teóricas da gastronomia que conheço sem nunca ter fritado um ovo, diz que o ponto do soufflé é igual ao de um vulcão: Crosta por fora e ponto de lavas em ebulição, por dentro… Se sobrevivermos à esta hecatombe da natureza culinária, ele é divino! BN

 

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