O ESTRELADO CÉSAR RAMIREZ E SEU RESTAURANTE “CHEF’S TABLE”, NO BROOKLYN: ELES VALEM QUANTO PESAM!

 

Eis o mix de cozinha e restaurante que a "Chef's Table" oferece a seu clientes: das panelas de estanho ao balcão de aço, tudo é o maior visual!

Eis o mix de cozinha e restaurante que a “Chef’s Table” oferece a seu clientes: das panelas de estanho ao balcão de aço, tudo é o maior visual!

 

Quando soube, no começo deste ano, da odisséia que dois amigos aficcionados pela boa mesa tinham passado até provar o tempero do chef mexicano César Ramirez, depois de meses em lista de espera para sentar no primeiro 3 estrelas Michelin novaiorquino, fora de Manhattan, convoquei minha “personal concierge”, Solange Marchesini, ou melhor, Maria TM transmutada, e desafiei: duvido que você consiga reservar para julho…

 

Perdi minha aposta na confirmação da reserva feita online por minha "beloved" "personal concierge"/ filha, Maria TM!

Perdi minha aposta na confirmação da reserva, feita online, por minha “beloved” “personal concierge”/ filha, Maria TM… Reparem que tem “dress code”: paletó obrigatório para os homens, jeans nem pensar, bermuda é sacrilégio e por aí vai, apesar do ambiente não ter pretensão. Concordo plenamente, faz parte da liturgia do lugar!

 

Nunca ganho estas apostas pois lá veio ela, dias depois, com a confirmação: tudo certo para minha experiência na “Chef’s Table at Brooklyn Fare” (e no caminho tive que procurar uma sandália muito mais difícil que a reserva; este era o trato), no dia 30 de julho, às 9:30 pm. Nem ousei murmurar um aí sobre o horário, estava feliz com meu passaporte carimbado rumo ao Olimpo gastronômico do Brooklyn.

 

Tivemos uma certa dificuldade para encontrar o endereço... Dica do dia!

Tivemos uma certa dificuldade para encontrar o endereço… Dica do dia!

 

Mais de perto...

Mais de perto…

 

Chegamos com uma certa dificuldade, tantas as portas com o mesmo número 200 na Schermerhorn St, mas isto ficou esquecido depois que entramos na sala que abriga a moderna cozinha de Ramirez, lindamente circundada por um bar de aço escovado, em forma de D, acompanhado de 18 cadeiras, que fazem as honras da casa e atuam como uma “tavolona”: eis o ambiente que resume o restaurante e que por si só é um luxo!

 

De outro ângulo!

De outro ângulo!

 

Sentamos, meio acanhados, pois terminava o primeiro turno de clientes e ficamos com a nítida sensação de termos invadido a praia alheia. Mas, num piscar de olhos, a pátria é salva pelo gentilíssimo chef que vem nos dar as boas vindas e nos oferece um copo de água. Ufaaa, à partir daí o gelo foi derretendo até, no final da noite, estarmos todos os 18 felizardos à mesa de César Ramirez inteiramente entrosados, recitando uníssonos odes à grande arte do chef: ele realmente as merece.

 

Ramirez fica o tempo todo presente, como um chef japonês ou um condutor do espetáculo!

Ramirez fica o tempo todo presente, como um chef japonês ou um condutor do espetáculo!

 

Mais de perto...

Mais de perto… Ramirez parece um iluminista na minúcia e delicadeza dos detalhes de sua comida!

 

Como um diretor de espetáculo, Ramirez está o tempo todo presente na cozinha/restaurante, conduzindo seus atores/cozinheiros que preparam a base de cada um dos 20 pratos que compõem seu cardápio, para ele finalizar com seu toque de star. É uma experiência única este show na frente dos clientes. Me senti, pela primeira vez, fazendo parte de um maravilhoso enredo gastronômico, onde todos são importantes mas a grande reverência é dada, finalmente, pra quem a merece: comida do chef… Bravo!!!
Ah, detalhe preocupante: César contou-nos que em breve estará de mudança pra Manhattan, tomara que tudo que descrevi acima vá junto.

 

Primeiro e divino bocado: parece uma "tartelete" de ova e salmon... Só que está longe das que conhecemos. Quando pus na boca, metade era quente e a outra parte fria, fora o resto que nem sei descrever de tão bom.

Primeiro e divino bocado: parece uma “tartelete” de ova e salmon… Só que está longe das que conhecemos. Quando pus na boca, metade era quente e a outra parte fria, fora o resto esfarelante  que nem sei descrever de tão bom.

 

Este crocante era inenarrável...

Este crocante era inenarrável…

 

As entradas eram todas pra comer com hashi: estilo japonês na veia!

As entradas eram todas pra comer com hashi: estilo japonês na veia!

 

Na “Chef’s Table” o que se serve é aos bocados, com nítida influência japonesa (na comida e também no ambiente, tipo sushi bar) e toques da cozinha francesa, acomodados em pratos que parecem terem sido feitos exclusivamente para a ocasião, ingredientes fresquíssimos tratados com muita técnica e requinte apesar da aparência simples, evocando Van der Rohe e seu menos que é mais. E por lá, é muuuiitooo mais! BN

 

Dica final: caso se animem nesta maravilhosa empreitada, na hora do vinho siga a "harmonização" proposta por eles: é bom, bonito e mais barato!

Dica final: caso se animem nesta maravilhosa empreitada, na hora do vinho siga a “harmonização” proposta por eles: é bom, bonito e mais barato!

 

CLIQUE AQUI PARA O SITE DO “CHEF’S TABLE”

 

 

 

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