PRA QUEM QUER PEGAR UM CINEMINHA…

No fim-de-semana é de lei pegar um cineminha, pelo menos aqui em casa. E sempre paira sobre nós a dúvida do que ver, pois o tempo é curto e as ofertas muitas… Se você estiver no mesmo barco, tenho duas boas sugestões pra distrair o seu domingo. Mas compre logo as entradas, pois ambos os filmes estão com casa cheia.

Filmes sobre corações partidos e… religados, ou não somos os últimos românticos?!

Pensei em indicar esta dupla, pois de alguma forma suas histórias se cruzam e são prato cheio para nós mulheres, que amamos o tema “discutir a relação”: falam de dois casamentos à beira do abismo que são reinventados por seus protagonistas…

Meninos, não fiquem arredios, pois vocês também vão se reconhecer na “telona”.

Juliette Binoche e Mathieu Kassovitz: lindos, charmosérrimos e se reapaixonando… Tudo isso em Paris!

O primeiro é o francês “A Vida De Outra Mulher”, que fui ver animada por sua procedência francesa e pela protagonista que amo, Juliette Binoche, já que as críticas não eram efusivas.

Ao chegar no cinema, encontro outro muso, Edney Silvestre, que também estava lá atrás de Juliette: a Elizabeth Taylor francesa, segundo ele, igualmente linda, talentosa e malancólica. Adorei sua definição, já adotei.

O filme é uma boa surpresa, sustentado por diálogos maravilhosos e uma trama em que a personagem central e platéia, cúmplices graças ao carisma de Binoche, vão viver juntos uma história de amor que já terminou.

Só a vista do apartamento do casal, já vale o seu ingresso!

Em “Um Divã Para Dois”, o trio que arrasa: Tommy Lee Jones, a diva mor Maryl Streep, o casal em crise, e o psi bombado Steve Carell (de costas)!

Já em “Um Divã Para Dois”, o desencontro é de um casal americano típico, destes que você nunca espera viver uma história tão fora do aparente contexto dos dois.

Assolados pelo tédio de um casamento, que se arrasta há 31 anos e a consequente crise sexual típica dos casais de meia idade, ou não, Kay e Arnold, vividos divinamente por Meryl Streep e Tommy Lee Jones, decidem atravessar meio país para discutirem sua infeliz convivência com um renomado psicanalista, especializado em casamentos falidos.

Fazendo graça, com muita graça e no tom perfeito, o filme desvenda um assunto delicado com a clareza e sutileza necessárias para evitar a superficialidade.

Termino com capítulo à parte Meryl Streep, que do alto de seus 63 anos de talento pra dar e vender e o lindo rosto mostrando que o tempo não para, põe por terra a teoria de que só há bons papéis para as mocinhas: da “Dama de Ferro” Margaret Thatcher à Kay Soames, ela é sempre um show! Vale sempre o seu ingresso! BN

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