Tive uma surpresa divina ao entrar ontem nesta loja maravilhosa em Belo Horizonte a “MARES”. É realmente uma multi-marca internacional inacreditável pois tem desde Valentino, Alaïa, Hervé Leger, Pucci a Daslu, Dolce Gabanna, Plein Sud, Naeem Khan e ainda várias marcas brasileiras como a própria Mares que é toda desenhada e feita pela própria marca, alguns vestidos, os mais habillés, são feitos nos Estados Unidos, um show absoluto! Amei!

MP

Entrada da loja.

 

A vitrine. 

Este vestido de fada do Valentino é uma loucura de lindo!

Arara do Valentino!

 

Arara do Naeem Khan.

Arara Alaïa, lindaaaaaaa!!!

Este branquinho é maravilhoso!

Os Alaías enfeitam muito!

Dolce Gabanna…

Pucci…

Mares…

Os sapatos do Valentino não achei nem no próprio em Paris.

Cheirinho exclusivos da Mares.

Phillip Martins, o competente analista de marketing e public relation e a Lelete dos Mares Guias a dona desta maravilhosa loja!

Denise Montenegro, MP, Sylvia Amélia de Waldner e Lelete dos Mares Guias.

Esta loja é para entrar e não conseguir sair nunca mais…

Avenida Olegário Maciel 1730

Belo Horizonte

Minas Gerais

tel: + 31 3335 2266

cel; + 31 01990532

 

 

Pra quem gosta de um “barquinho”, achei esses bem legais… ( sonhar é grátis, ainda bem, já que tudo é caríssimo!). E com o calor que está fazendo aqui no Rio, só de olhar já da uma refrescada!

A Wally Yachts foi fundada em 1994 em Monaco por Luca Bassani. No início eles faziam apenas barcos à vela até começarem a desenhar e executar mega iates, como esses que vamos ver aqui!

Hoje são famosos pela combinação que fazem de um “style” minimalista com todo conforto e requinte possíveis, com o que há de mais incrível em matéria de motor, se tornando um dos melhores construtores de iates do mundo!

AC

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

www.wally.com

 

AC

 

O grande Nelson Rodrigues e uma de suas máximas futebolísticas

 

Quem me conheceu menina sabe como amei futebol e curtir todas as emoções, alegorias e adereços que ele proporciona. Como a maravilhosa mesa redonda da TV Globo, onde pontificavam as inteligências acachapantes de João Saldanha, Sandro Moreira, José maria Scassa, Armando Nogueira e Nelson Rodrigues: nossos intelectuais do esporte e também de outras praias.

 

Os craques da emblemática mesa redonda Facit, embrião da que eu vi, anos depois, na Globo!

 

Eu varava as noites de domingo sorvendo suas inteligências gritantes, seus pontos de vistas pitorescos e, sobretudo, rolando de rir com suas paixões incondicionais por seus clubes: cada um torcia, discaradamente e sem cerimônia, por um time da cidade e criava maravilhosas teorias para beneficia-lo. Longe de mim o saudosismo, mas as madrugadas dominicais jamais serão as mesmas!

 

O grande Nelson vociferando em pro de seu amado Fluminense: torcedor apaixonado!

 

E por falar em Nelson Rodrigues, este ano comemoramos o centenário de seu nascimento e achei que ele adoraria ler, no céu tricolor onde está, um de seus fãs incondicionais e também grande cronista do futebol, o querido Fernando Calazans, reverencia-lo por seu aniversário. Ou ele não é o mentor do “Sobrenatural de Almeida”?! BN

 

A simpatia do craque Fernando Calazans, nosso blogueiro de hoje!

 

FERNANDO CALAZANS: “O CRONISTA E SEU PAÍS”

“Conheci Nelson Rodrigues aqui mesmo, na redação do GLOBO, lá pelos anos 70. Eu era redator da seção de esportes, e ele era… Nelson Rodrigues.

 Na época, as editorias dos jornais tinham redatores, para que os textos fossem, digamos assim, mais bem cuidados. Hoje, não se liga tanto pra isso. Elas tinham também o Nelson Rodrigues escrevendo sobre esportes, sobre gênios do esporte, sobre a vida, sobre as famílias que, segundo ele, um dia iriam apodrecer, as estagiárias de pés sujos, o Sobrenatural de Almeida, o Príncipe Etíope (o grande Didi), as grã-finas com narinas de cadáver, os marginalizados e também aqueles que eram tratados “a pires de leite como se fossem gatas de luxo”. Sobre tudo, enfim.

Por isso e muito mais, eu não via e não vejo o Nelson como cronista esportivo. Muitos o veem como cronista do futebol (entre tantas outras classificações), e não há nenhum mal nisso naturalmente, mas eu não. Nelson Rodrigues não entendia tanto assim de esporte, nem precisava, mas entendia muito da vida, dos personagens da vida e sobretudo dos personagens dele próprio, Nelson Rodrigues. O campo de futebol para ele, dramaturgo, era o palco de onde extraía episódios, gestos e personagens para falar da… “Vida como ela é”, ou como ela era para ele, principalmente para ele. E, como em tudo que fazia, inclusive como, vá lá, “cronista esportivo”, era genial.

Nele, a análise do futebol ficava em segundo plano, o que era muito bom para mim, que queria ler algo mais do que futebol. Ficou famosa, entre outras centenas de frases famosas de Nelson, uma que ele costumava usar sempre que encontrava Armando Nogueira (este sim, cronista esportivo), já na saída do Maracanã: “E então, Armando, o que foi que nós achamos do jogo?” Muitos anos depois, o próprio Armando Nogueira me explicaria que não era, como se julgava, uma espécie de confissão do Nelson de que precisava do auxílio do amigo para “interpretar” o jogo. Era, pura e simples, uma saudação, um cumprimento informal, como quem diz: “E aí, Armando, como vai a vida?”.

Era o jeito de Nelson, de falar, de escrever. Jeito único, inconfundível, inimitável, impossível de ser plagiado. Assim como as suas crônicas sobre jogos, personagens dos jogos, acontecimentos grandiosos ou grotescos dos jogos. Certa vez, em sua coluna “Personagem da Semana”, o eleito foi o grande craque Zizinho, Mestre Ziza como era chamado em louvor à magia de seu futebol que inspirou até o Pelé. A última frase era incrível, pois Nelson afirmava, nada mais, nada menos, que Zizinho, se quisesse, “podia ganhar o jogo pelo telefone”. Mais incrível ainda é que essa metáfora, o exagero intrínseco que foi uma das marcas do escritor, era absolutamente condizente com o raciocínio e o argumento desenvolvidos no texto.

Esse era o Nelson Rodrigues. Outra vez, num dos meus troca-trocas entre Jornal do Brasil e GLOBO, antes de me estabelecer em definitivo aqui nesta redação, há 24 anos, fui à casa do nosso maior autor de teatro fazer uma entrevista (ou perfil, ou conversa, sei lá) para a capa do Caderno B do extinto JB. Um dos tantos temas da conversa foi a absoluta indiferença do entrevistado em relação a viagens, conhecimento de outros países, outros continentes, outras cidades. Não por caso, o título em grandes letras da matéria foi, lógico, uma frase típica de Nelson: “Quero ser amado no meu país!” Nelson jamais tinha feito, nem faria depois, uma viagem à Europa, à África, aos Estados Unidos, nem aqui perto, à América do Sul. Sua explicação ou desculpa era o medo invencível de avião. Não podia sequer ouvir falar de avião, de jeito nenhum. E se vangloriava mesmo, com orgulho brasileiro, de não ter interesse em conhecer o “resto do mundo”. Encerrado o papo, quando tomávamos o cafezinho de despedida, a caneta e o bloco já recolhidos ao meu bolso, perguntei a ele, em sincero tom de provocação e desafio:

-Mas Nelson, me diz uma coisa. Se você ganhasse o Prêmio Nobel, nem assim viajaria à Europa para recebê-lo?

Ele fez um silêncio profundo, sem pressa, olhos fixos num ponto indefinido do espaço, pensou bastante, consultou sua indisfarçável vaidade, e, com a fisionomia mais séria do mundo, virou-se pra mim e enfim se entregou:

-Bem, nesse caso eu ia de navio…

Nelson Rodrigues não ganhou o Nobel. O reconhecimento à sua obra é feito aqui, como ele queria, no seu país.” FC

 

“Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos.” Nelson Rodrigues

 

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