Luiz teve a idéia de aproveitar as casquinhas dos brownies que comercializava, enlata-las e viciar a gente: vejam que delícia…

 

“Em uma época não muito distante, casquinha de brownie e latas não eram aproveitadas. Aí veio o Luiz e juntou os dois. Nascia assim, o “Veneno da Lata”, diz o rótulo da embalagem desta “ambrosia” versão chocolate: achei quase poético…

O famoso “Brownie do Luiz”, com seu sabor divino, “crocância” perfeita e ar super caseiro, abastece as casas e alguns restaurantes dos antenados da cidade, virando sobremesas incríveis… Mas o Luiz, moderníssimo, quis mais e resolveu comercializar, também, as cascas que sobravam dos maravilhosos brownies que vende, em pequenos ou grandes pedaços, Brasil a fora.

 

Esta lata super, bem lacrada, preserva os maravilhosos brownies por, no mínimo, 15 dias. Para comermos aos bocados…

 

Surgiu assim a oitava maravilha do mundo contemporâneo, na figura destas cascas de brownie super bem embaladas e lacradas em latas que lhe dão uma sobrevida de 15 a 120 dias, dependendo de como forem conservadas.

Experimente, é um dos vícios aqui de casa. Sou eternamente grata à minha querida amiguinha, Maria Fernanda Cortes, que me deu esta preciosa dica. BN

ONDE ACHAR:
PARA OS CARIOCAS:
CASA CARANDAÍ
RUA LOPES QUINTAS, 165- JARDIM BOTÂNICO
TEL: +55 21 3114 0179

PÁGINA DO LUIZ

 

 

Victor Patiño em Florença para o 40 forever

Conhecendo um pouco o Victor Patiño

Meu querido amigo Victor Patiño ocupa, hoje, um cargo importante de direção internacional do Grupo Gucci. Nascido no Rio de Janeiro e residente em Florença, na Italia, Victor é um cidadão do mundo. Simpático, elegante, sofisticado, viajado, com o maior bom gosto, Victor é também um amigo impecável. Que sorte que eu tenho de conviver com ele desde a minha adolescência!
Vejam a entrevista que Victor deu especialmente para o blog:

MP: Conte como começou sua carreira?

VP: Terminei meus estudos em Ciências Políticas, na Sorbonne em Paris. Na universidade, tinha sempre mantido interesse por temas ligados à educação e à cultura a partir de uma perspectiva internacional e multilateral. A UNESCO, com sede em Paris, era o lugar ideal para eu seguir carreira nessa área e esse era o meu plano. Foi onde tive o meu primeiro emprego. Em um certo momento, surgiu a oportunidade de trabalhar na área de produto da Christian Dior. Era uma coisa totalmente nova e desconhecida para mim. Mesmo assim, resolvi aceitar o desafio. E foi assim que tudo começou…

 MP: Desde então, você já trabalhou para várias marcas de luxo. Quais foram elas?

 VP: Além da Dior em Paris, trabalhei, também, para a Vivienne Westwood em Londres e para a Prada em Milao. Hoje trabalho para a Gucci com sede em Floreça na Italia.

MP: Que interessante. Isso te levou a morar em varias cidades europeias? Você tem uma preferida?

VP: Morei em Paris, Londres, Roma, Viena, Milão e Florença. De todas, tenho uma afeição especial por Paris, cidade que visitei desde a juventude e que escolhi para estudar, começar minha vida profissional e onde tenho tantos caros amigos.

MP: Que posição você ocupa na Gucci?

 VP: Sou, desde 2006, o Diretor Mundial de Licenças da Gucci. Cuido de todos os contratos da marca para a produção e distribuição das coleção de óculos, perfumes e cosméticos. É um trabalho muito intenso, que envolve a boa compreensão do processo da criação artística, as peculiaridades dos diversos mercados regionais, as estratégias de marketing e comunicação, tudo com uma boa base juridica. Uma visão de 360 graus que também oferece espaço para a criatividade. Um outro aspecto que creio ser interessante mencionar é a preocupação do Gucci com a sustentabilidade. Minhas açōes são pautadas de modo a garantir que nossos produtos sejam produzidos dentro dos padrões internacionalmente aceitos de respeito ao meio ambiente e de responsabilidade social. Desenvolvo minhas atividades com um time de pessoas da mais alta competência e com um excelente espirito de grupo.

MP: Que vida cheia de emoções. Vamos falar um pouco do Victor agora. Que livro você está lendo no momento?

VP: “La Padrona”, escrito pela minha amiga Alessandra Borghese. O diario secreto de uma aristocrata romana. Uma trama passada na Roma do século XVII, durante o pontificado de Camillo Borghese, Papa Paolo V.  Apesar de ser um romance, o livro é baseado em muitos fatos históricos e inclui, ainda, um pouco de psicologia e sensualidade. É, ao mesmo tempo, informativo e divertido. Recomendo a leitura!

MP: Filme da sua vida?

 VP: Casablanca! É uma das mais bonitas estórias de amor do cinema que começa em Paris. Não podia ter outro filme preferido.

MP: Você viaja muito. De todos os lugares que você já visitou, qual o que mais te marcou?

VP: Viajar é um dos meus grandes interesses. Viajo muito a trabalho. Mas também viajo muito a passeio. Normalmente gosto de tudo o que vejo. Alguns dos destinos especiais que tive a oportunidade de visitar e que guardo otimas recordações foram o Butão, a Lapônia, Botswana, a Patagonia, a Síria, e as ilhas de Sumatra e Mustique. Minha próxima aventura será na República Democrática do Congo, para visitar um grande amigo e agora Embaixador do Brasil, Paulo Uchoa, em Kinshasa. Dos lugares que visito regularmente, a pequena estação suíça de esqui de Gstaad é o lugar onde me sinto mais feliz. Passo férias de inverno lá já há mais de 30 anos, quando reencontro meus amigos que moram espalhados pelo mundo. É o momento do ano que aproveito para me desligar da vida de trabalho e para recarregar minhas baterias.

 MP:  Sei que você e um exímio esquiador. Em geral voce prefere montanha ou mar para suas ferias? 

VP: Adoro esquiar. É um esporte que oferece um sentimento de liberdade diante de grandes espaços ao ar livre. Gosto muito do mar, tenho um especial carinho por Buzios, que faz parte das minhas raízes brasileiras, mas tenho paixão pelas montanhas, um gosto que herdei do meu pai, que como boliviano, gostava muito de montanhas.

 MP: Você tem hobbies?

VP: Adoro fotografia e arte contemporânea. Gostaria de ter mais tempo para me dedicar aos dois.

Victor é um querido e desejo que sempre continue neste caminho de sucesso total pois ele merece todas as glórias…

E por fala em Gucci adorei a bolsa que fizeram especialmente para o Brasil, é a nossa cara, alegre, colorida e super tropical. Ganhei uma e AMEI!

MP

 

 

Nossa amiga querida, Andrea, que viaja sem parar, foi para Galápagos mergulhar com a familia e um grupo de amigos, e eu pedi que ela nos contasse na volta como tinha sido essa aventura!

Ela me mandou este email com as fotos e o texto da matéria publicada no “Irish Times”, que posto aqui para voces se divertirem, é muito hilário!!!

“Esta reportagem sobre Galapagos foi escrita e publicada no ‘Irish Times’ por uma grande amiga, jornalista irlandesa que dividiu o barco conosco. Você tinha me pedido um ‘parecer’ sobre a nossa viagem, aqui vai ele com muito humor ( e alguns exageros claro )!
Beijos,
Andrea”

AC

 

 

    Galapagos

   Nunca tendo sido propriamente uma amante dos animais (exceto cães e elefantes), acontecimentos recentes me convenceram de que eu faço parte de uma miserável e ridicularizada minoria. Crescendo no Zimbabwe, tomei gosto por observar os animais que vagavam em direção a nossa casa. Excetuando a experiência da infancia e o período passado na Escola de Equitação na adolescência, falhei completamente em desenvolver um carinho por muitas das criaturas de Deus. Especialmente aquelas de natureza viscosa e marítima

 

    Constatar o brilho nos olhos de uma amiga ao contar-lhe sobre minha iminente viagem a Galápagos, me enche de culpa, Oh meu Deus, eu sempre quis ir lá e conhecer as tartarugas gigantes, nadar com as focas e brincar com as iguanas”, disse ela. Por pouco não confesso o quanto estou temendo esta viagem. Na verdade, não consigo pensar em nada mais nojento do que encontrar criaturas pré-históricas saídas diretamente de um filme de terror dos anos 60! Minha lingua coça para dizer a ela que nada poderia me excitar menos do que nadar com bichos peludos ou criaturas maiores do que eu, mas me calo para não correr o risco de parecer insatisfeita.

  Com as recentes  discussoes sobre Darwin, eu deveria ao menos fingir prazer e um vago interesse intelectual no primordial, mas, sinceramente, eu não entendo a sua teoria, uma vez que não responde a pergunta de quem colocou a ameba, ou seja lá o que for do que nós evoluímos, em primeiro lugar.

     Não entendo o que leva as pessoas a terem ataques de êxtase hipérbolico ao ouvirem mencionar Galápagos, até mesmo aquelas pessoas que viram pela TV.
Falam afetivamente do local como se fosse o Sea World em Orlando, em vez de um arquipélago inóspito de protuberâncias vulcânicas, onde não se pode nem fumar um cigarro por medo de desviar o curso da natureza evolutiva.
Estou definitivamente fazendo isto para as crianças!

 

   Minha amiga Eliane tinha encontrado um barco que poderia acomodar três famílias, de modo que ela arregimentou a mim e a Andrea ela é muito mandona, mas uma brilhante  organizadora de aventuras. Tudo o que tínhamos que fazer era chegar a Guayaquil ou Quito, pegar um vôo doméstico e uma hora e meia depois lá estaríamos. Convencida a aceitar pelo meu filho mais novo, coloquei  meu medo de temíveis criaturas de lado, e disse que sim, raciocinando que no futuro eu poderia ser acusada de deixar um buraco em sua educação, se não concordasse. E então eu me encontrei em um hotel com vista para um despejo em Guayaquil com meu filho, solicitando uma ligação para despertar às 05:00 da manha para pegar o vôo para San Cristobal.  Naquela noite lutei contra os pesadelos da minha infância, onde as mais feias criaturas, meio dinossauros meio humanos, se materializavam de uma paisagem de lava negra. Acordei pensando:  “a realidade tem que ser melhor do que isso”.

 

    O aeroporto me fez lembrar o Aeroporto de Cork, durante o surto de febre aftosa dos anos setenta. A bagagem era descarregada em um hangar onde um cão farejava buscando qualquer coisa viva, contagiosa, de origem natural ou animal.

     Dez minutos depois, estamos compartilhando um banco no píer de San Cristobal com a nossa bagagem e dois leões-marinhos. Animais em Galápagos tem muito mais prestígio do que os seres humanos e está fora de questão faze-los sair dali. Eles parecem estar dormindo, então eu me movo para dar uma olhada no que eu acho que são as unhas que crescem no meio de suas nadadeiras. Inesperadamente, um deles late para mim (o que soa como vomito). Recupero a compostura, sob os olhares desapontados do meu filho e de todo o grupo. Deslizo de volta para o final do banco e tento imitar uma expressão de amante dos leões-marinhos.

 

  Uma hora mais tarde, no barco, recebemos uma palestra do guia sobre não tocar os animais, quando desembarcarmos por 20 minutos em Santa Fé, uma ilha vizinha famosa por sua grande população de iguanas (mal podia esperar…), e uma colônia de leões marinhos. Com esses, claro, já não havia problema.

     Com a tripulação manobrando nossa embarcação em direção a praia, surge o que parecem ser  três metros de algas em movimento … na verdade, trata-se de uma centena de leões-marinhos. “Não – tento argumentar –  estou OTIMA aqui no bote“, protesto com a tripulação, que tenta me desembarcar com os outros. Não há absolutamente nada de atraente em passar no meio daquelas criaturas, mas, eventualmente, acabo cedendo. Na praia o odor surreal de excrementos de leão-marinho é tão apavorante quanto o som emitido por eles. Segundo Luis, o guia, há um sistema de harém em funcionamento. Os leões macho são muito mais numerosos do que as fêmeas.  Os mestres do harém exilam os machos mais fracos e muitas vezes seguem em frente, exaustos, após o acasalamento intenso, deixando o harém para outro mestre. Minha mente nao consegue parar de pensar nos paralelos humanos .Completamente inofensivos, eles não são agressivos, nem muito acolhedores. Eles simplesmente não se incomodam. São donos da ilha e continuam com suas vidas como se fôssemos invisíveis. Observo uma fêmea amamentando. O jovem só pode se alimentar da propria mãe, por isso, se a mãe desaparece, o jovem morre“, diz o guia.

     As crianças estão em cima do guia, fazendo embaraçosas perguntas sobre reproduçãoRecuo envergonhada em direção a uma rocha quando um grupo de caranguejos monstros de repente atravessa o meu caminho! Não há dúvida quem tem o direito de passagem aqui. Encontro a pedra perfeita onde paro para recuperar a compostura e inspecionar a cena de confusão pré-histórica. Três grandes e repugnantes lagartos desajeitados me cercam. Oh! Deus, a feiúra é impressionante e seus olhos malévolos me encaram, com o sorriso demoníaco do Joker, do Batman. Paralisada, emito um gemido. Está desencadeada a grande diversão do grupo! As crianças continuam perguntando ao guia de onde os bebês vêm. Acontece que o iguana macho agarra a fêmea pela parte de trás do pescoço e a aproxima para desfrutar das delícias de um dos seus dois pênis. OK, para mim já era suficiente, os 20 minutos ja deviam ter acabado. Todos nadaram de volta ao barco, apesar do fato de que duas barbatanas de tubarão estavam claramente visíveis no mar, bem como os onipresentes leões-marinhos que nadam como torpedos. Eles aparentemente não comem seres humanos, mas isso não me interessa. Suspeito que  eu tenha quebrado o recorde dos 100m livre nessa volta ao barco.


     Mais tarde naquela noite, durante o jantar, eu resolvo me abrir com as minhas adoráveis amigas, que apesar de me conhecerem bem, não tinham idéia de que esta viagem era a minha idéia de inferno. Literalmente, a minha versão do Inferno de Dante. Depois de exatamente três segundos de simpatia, elas alegremente começam a planejar as atividades do dia seguinte: caminhada na lava ao amanhecer seguido de mergulho e snorkelling. Eu juro para mim mesma que a nossa amizade vai acabar assim que chegarmos em casa.

         ” Bom dia a todos! O café da manhã está servido e em meia hora vamos sair para um passeio em Santiago antes que fique muito quente. Chinelos podem derreter, então usem sapatos. Em seguida teremos uma expedição de mergulho, tragam suas roupas de mergulho e nadadeiras “ São 05:30! Obedientemente saio da cama e vou acordar o meu filho, pensando que talvez tudo isso seja um sonho ruim.
Andar por Santiago era como andar na lua depois dela ter sido queimada por estar muito perto do sol. Era preciso ter cuidado para não cair nas rachaduras. Pelo menos não entrava em erupção há 120 anos … ou talvez isso signifique que ja está na hora para uma proxima erupção…  Bem, eu tinha outras coisas mais importantes com o que me preocupar, como o snorkeling.

    

      Eu estava começando a sentir-me tola. Demorou 10 minutos de súplica de minhas amigas Eliane e Andrea (você nunca mais vai fazer isso de novo“, disseram elas) e a promessa do guia de que ficaria perto, antes de ter coragem de mergulhar, e comecar a hiperventilar no snorkel. Meu filho tinha me largado a esta altura, e ido em frente com os seus amigos. Em poucos minutos eu estava passeando alegremente como o  submarino de Jacques Cousteau e, pela primeira vez, apaixonada pelas cores e formas dos peixes formosos. Foi então que vi os dois tubarões-frade bem abaixo da minha perna. Não posso descrever o meu terror, seria muito humilhante. Embora tenha certeza de que minhas subjetivas memórias de Galapagos ofenderão naturalistas e afins, eu gostaria de lembrá-los que Charles Darwin na chegada relatou que estava entrando no inferno.

      Só louco para viver lá, e muitos moradores históricos de fato o eram. Galapagos teve seu quinhão de náufragos. Um deles, um pirata escocês chamado Alexander Selkirk foi abandonado por quatro anos até ser resgatados em 1709 , vestido com pele de cabra e olhar selvagem. De acordo com a lenda, esta história inspirou Daniel Defoe a escrever Robinson Crusoe.

  

               Somos atingido por alguns conceitos difíceis e sou obrigada a aceitar que as férias não são sempre um momento de deixar o cérebro por trás.  Somos imbuidos com um sentimento de como foi o início do planeta. Um momento pontuado por algumas aves deliciosas de se ver.
Amei observar os pequenos pinguins, atobás de patas azuis batendo os pés como rapazes em uma discoteca mostrando seus calçados, e meu favorito – um pequeno tordo cantando para si mesmo em cima de um cacto.

 

    No caminho de volta, passamos uma noite em Quito, capital do Equador, que a cerca de 3.000 metros, muitas vezes tonteia o visitante com a doença de altitude. Basta pedir oxigênio na recepção do hotel“, aconselharam meus amigos viajantes.

Sentindo-me bastante tonta, faço como me aconselharam e peço o tal oxigênio. Pouco tempo depois, há uma batida na porta e um enorme tanque de oxigênio sobre rodas é trazido com um aparelho de respiração acoplado. Não sei se foi o oxigênio ou não, mas naquela noite tudo parecia mais um sonho do que um pesadelo.

 

AC

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