Ella ou melhor, Cinderella (estrelada pela linda Lily James), chegando translumbrante no baile...

Ella, ou melhor, Cinderella, chegando translumbrante no baile: Luxo só!

 

Passei uns dias em Nova York, lindos por sinal, justo numa trégua abençoada ao frio que assolou a cidade neste inverno, acompanhada das minhas TM, o que significa “pernas pra que te quero”…

Andamos a “Big Apple” de cabo a rabo e o que tinha pra ver (nada inesquecível pois estavam numa entre safra de eventos culturais) contou com nossa presença e curiosidade: Três exposições, sendo uma “trienal” (nem sabia da existência do termo), alguns restaurantes novos (vou postar um japonês mara), a peça “The Audience” (com a magistral Helen Mirren, esta imperdível) e… Um filme!

Como era domingo, só mulheres, fizemos uma programação à nossa imagem e semelhança, “brunch downtown” e cineminha, com minhas filhas mais Mariana Veiga e Cleucizinha Oliveira, duas “sobrinhas” que amo, moradoras da cidade, e uma unanimidade: a escolha do filme…

 

O par romântico estrelado pela linda Lily James, como Ella, e Richard Madden como o Príncipe Kit.

O par romântico “meant to be” estrelado por Lily James, como Ella, e Richard Madden como o Príncipe Kit, com a roupa de casamento: Lindosssssssss!!!

 

“Vamos ver a nova versão da Disney de Cinderella”, bradaram uníssonas! Eu, confusa com a escolha, segui a multidão e ainda bem: O filme é magia pura e encanta a todos os que acreditam que a vida pode ser surpreendente…

Dirigido pelo inglês Kenneth Branagh e com elenco acertadíssimo, o roteiro segue a estória original da Gata Borralheira de 1697, by Charles Perrault, tem locações deslumbrantes e vestidos lindos, que agradam aos “fashionistas” mais exigentes.

 

A craque Sandy Powell, figurinista detentora de 3 Oscar, a caminho do quarto: Seu trabalho é espetacular!

A craque Sandy Powell, figurinista detentora de 3 Oscar, a caminho do quarto: Seu trabalho é espetacular!

 

Desenhado pela “tri-oscarizada” Sandy Powell, o figurino é surpreendente e mistura a estética dos contos de fadas com o estilo dos anos 40 e muito talento pra fazer esta química funcionar. O resultado enche os olhos do espectador tanto quanto reforça a trama e a personalidade das personagens.

 

Este é o croquis do vestido de baile: Como de uma aquarela, imaginou

Este é o croquis do vestido de baile: Como de uma aquarela, imaginou Sandy Powell!

 

Close no vestido apoteótico que Cinderella abafa no baile!

Close no vestido apoteótico com o qual Cinderella abafa no baile!

 

Assim, o vestido do baile de Cinderella, além da beleza, o modo como foi concebido ajuda na sensação de “dançando nas nuvens”, no famoso “pas de deux” com o príncipe, sem precisar recorrer aos efeitos especiais.

 

Vejam o movimento que tem o vestido: Mágico!

Vejam o movimento que tem o vestido: Mágico!

 

Feito com mais de 240 metros de tecido, 10 mil cristais Swarovski, mais de 5 Km de costuras e nove cópias (“just in case”), a grande sacada fica por conta das 8 camadas de anáguas de tecido muito fino, em tons variados de azul, verde e roxo: “Por isso, quando ela se movimenta, as camadas se movem de uma forma semelhante a da água”, explica a maravilhosa Sandy!

 

"O diabo veste..." aqui Cindy Powell, no caso a madrata, e é divinamente má na pele da musa Cate Blan

Eis a madrasta diabólicamente sublime, Lady Tremaine, vivida por minha musa Cate Blanchett: Chique até não poder mais!

 

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O maravilhoso “gown dress” com que a madrasta vai ao baile: Sensação!

 

E o que são as roupas da maravilhosa madrasta, encarnada magistralmente pela diva Cate Blanchette? Equilíbrio perfeito entre glamour e maldade, conseguem a proeza de extrair sentimentos dos looks, se é que isto é possível!

 

Sophie McShera como Drisella e Holliday Grainger como Anastasia são diversão master com seus looks ridículos!

Sophie McShera como Drisella e Holliday Grainger como Anastasia são diversão master com seus looks ridículos!

 

E, na sequência, Anastásia e Drizella, as filhas malas da malvada, nem precisaram ser horrendas ( Vividas pelas charmosas Holliday Grainger e Sophie McShera, respectivamente). Sempre vestidas idênticas, mas em cores diferentes, como personagens de filme de animação, o ridículo imposto pelas hilárias indumentárias encarrega-se do estrago visual, sem recorrer à feiura física. Genial!

 

Helena Bonham Carter 'é a madrina super star com seu sintilante vestido que até Madonna usaria...

Helena Bonham Carter é a madrinha super star, com seu cintilante vestido digno de Madonna…

 

E chegou a vez dela, o sonho de consumo número um de qualquer mulher sincera e racional deste planeta, ou você nunca imaginou-se tendo uma fada madrinha, quando o bicho pega?! A do filme, vivida por Helen Bonham Carter, é muito divertida e vaidosa. Como a afilhada, também ganha vestido novo pro baile, pode?! Sorry, mas pra descreve-lo, preciso de ordem de grandeza: Foram usados 120 m de tecido, 400 lâmpadas LED e milhares de cristais Swarovski, que dão um efeito pop ao modelito estratosférico que, medido de frente, tem metro e meio de pura “cintilância”!

 

Lily e na inauguração da vitrine temática da gloriosa Saks Fifith Avenue: NYC é Cinderalla!

Lily James e Richard Madden na inauguração da vitrine temática da gloriosa Saks Fifith Avenue: NYC loves Cinderalla!

 

Onze estilista bombados como Charlotte Olympia, Manolo Blahnik e Jimmy Choo fizeram suas versões do sapatinho de cristal: Frisson fashion!

Onze estilista bombados como Charlotte Olympia, Manolo Blahnik e Jimmy Choo fizeram suas versões do sapatinho de cristal: Frisson fashion!

 

Refeita do susto e de volta às ruas reparei, finalmente, que muitas vitrines reverenciavam o filme e que era o “fashion talk of the town”. Basta dizer que onze grandes “designers” de sapato, a pedido da Disney, criaram uma releitura do sapatinho mais famoso ever: O de cristal e da Cinderella, “bien sûre”.

 

Eis o sapatinho mais famoso da história na versão 2015! Aproveitando a febre, foram feitas 400 unidades para serem vendidas aos aficcionados. Feito com 221 facetas de Swarovski que refletem a luz, dando o efeito mágico,

Eis o sapatinho, versão 2015! Aproveitando a febre, foram feitas 400 unidades para serem vendidas aos aficcionados, mundo afora. Feitos com 221 facetas de Swarovski que refletem a luz, dando o efeito mágico desejado, no Brasil custará a bagatela de R$8490 com um pequeno detalhe: Quem comprar leva só o pé que a Cinderella perdeu. O outro é da princesa forever, pessoal e intransferível…

 

Portanto, se quiserem deliciar-se com estória da carochinha, atores bárbaros, roupas lindas e locações encantadoras se organize pois quinta, dia 26 de março, será o lançamento do filme no Brasil…
Com o lema “Seja corajosa e tenha um bom coração”, Cinderella é escapismo da melhor qualidade! BN

 

Fiquem com a beleza da fachada do palácio do Príncipe Kit e até quinta nos cinemas... Vou ver de novo!

Fiquem com a beleza da fachada do palácio do Príncipe Kit e até quinta nos cinemas… Vou ver de novo!

 

 

Manhã de sol em Moscou, uma das cidades palco do romance e do filme Anna karenina: Bom dia Rússia…

 

Bom dia galera, hoje é sexta-feira, o dolce far niente está próximo e tenho um colírio pra recomendar pros vossos olhos, fatigados pelo vigor do dia a dia..

 

 

Semana passada, eu e a torcida do Flamengo corremos pros cinemas atrás de Anna Karenina, atraídos por um trailer promissor. Pena que o filme não superou sua propaganda e ficou naquilo mesmo, um espetáculo deslumbrante, figurinos fantásticos, atuações mais ou menos e… nada más.

 

Croquis de alguns dos vestidos lindos idealizados pela figurinista jacqueine

 

Jaqueline Durras, a figurinista do filme, recebendo o Oscar de 2013, da categoria. Sem se apegar ao vestuário estrito da época, Durras inspirou-se, sobretudo, em quadros da década de 1870, a mesma da trama que se começa em 1874, e também nos looks Dior dos anos 50; o resultado é sublime!

 

Só que é tanta beleza a encher nossa alma, que ela merece nosso tempo perdido, entre imagens estonteantes de uma trama confusa, baseada no livro homônimo e maravilhoso do meu russo predileto, Leon Tolstoi. Vejam o esplendor de algumas cenas abaixo…

 

 

 

 

 

 

Mais uma vez, o trio formado por Joe Wright (diretor) + Jacqueline Durras ( fiurino) + Keira Knightley (atriz/maneca) entra em ação e o resultado são looks inesquecíveis, como aquele vestido verde, estonteante, desenhado também por Durras e usado por Keira, no filme “Reparação”, de Wright, lembram? Dobradinha, no vestuário, tipo “Givenchy & Hepburn”…

 

Quem não pensou em copiar, na época, este vestido capotante que abalou Bangu, lindamente acompanhado por uma pulseira de brilhantes design decô, que deu o que falar…

 

Fiquemos, então, com a parte cheia do copo e nos encantemos com o figurino divino de Anna Karenina, saído da palheta de Jacqueline para ganhar o Oscar da categoria de 2013, e com louvor, como todo mundo está cansado de saber.

Algumas produções de “cabeças” que a levaram ao pódio maior do cinema…

 

 

 

 

 

 

 

Por tanto, quem ainda não viu, saia da inércia e caia de boca no visual de Anna Karenina. Ele vale o seu ingresso ou beleza não é fundamental?!  BN

 

AS JÓIAS, BY CHANEL, QUE ESTÁ ROUBANDO O MEDIANO FILME… Quando este é o assunto, só se fala no colar de flores…

O estonteante colar de flores, que funciona como na vida real, em vários  looks…

 

Com os vestidos preto e vinho…

 

… e também vai lindamente com este branco!

 

Os brincos muito lindos….

 

Compõe também, primorasamente, várias produções!

 

Pérolas e Chanel são uma parceria forever!

 

Os brincos lindos que completam o colar, no filme.

 

Vejam que efeito sensacional!

 

Delicadeza e muita beleza!

 

OS PRINCIPAIS LOOKS:

Comecemos pelo look de cambraia, o mais light de todo filme!

 

 

 

 

 

 

 

Estréia hoje, em circuito nacional, um documentário especialíssimo por seu conteúdo e continente e que eu recomendo, com louvor, como O PROGRAMA deste fim de semana: “Francisco Brennand”, o filme.

 

A linda e competente Mariana Brennand Fortes recebendo um dos dois prêmios que “Francisco Brennand” ganhou na Mostra Internacional de Cinema de SP: Melhor filme e melhor documentário!

 

Dirigido por minha “sobrinha” adorada e por quem tenho o maior orgulho, Mariana Brennand Fortes, o filme retrata a vida e a arte do seu tio avô, o ceramista Francisco Brennand, dos maiores artistas plásticos brasileiros.

 

O mestre Francisco Brennand

 

Recluso, há mais de trinta anos, em uma espécie de santuário à sua arte e que ele próprio construiu partindo de uma olaria herdada do pai, Brennand manteve conexão com o mundo através de um diário que escreve, desde então, sobre suas impressões do cotidiano. E é daí que parte o maravilhoso roteiro do lindo e delicado filme.

 

Visão aérea da Oficina Brennand!

Sábia, Mariana deixa o grande mestre contar o seu destino como quem compõe uma colagem, sobrepondo histórias, interrompendo-as aqui pra retomar ali, enquanto sua câmera ilustra a narrativa deslizando, suavemente, pelo habitat do artista, a emblemática Oficina Brennand, mostrando cada detalhe do muito que a compõe, deixando o espectador boquiaberto pela beleza de sua originalidade, vigor e mesmo estranheza.

 

Outro ângulo da Oficina: uma mistura de Brasil com Indonésia…

 

Close nas esculturas!

 

Lugar único, indefinível, que vai de espaço escultórico/arquitetônico a templo grego às margens do rio Capibaribe, a única certeza é que foi concebido pela mais pura e cristalina arte. No lugar de tijolos, entraram esculturas de cerâmicas de Francisco Brennand, as perfeitas e os refugos, para erguer sua paredes, muitas vezes destelhadas, copiando a verdadeira composição da vida, que corre no seu entorno.

 

Vejam que beleza…

 

A primeira vez que estive na Oficina Brennand foi com minha amada tia, Elizinha Gonçalves, no verão de 1974, e nunca mais esqueci. Do caminho estreito e tortuoso que nos levou até lá, à beleza da chegada com os jardins de Roberto Burle Marx fazendo as honras da casa, tudo era mágico e surpreendente. Mas nada se compara ao efeito que a imagem vigorosa e contundente daquele universo paralelo provocou no meu imaginarium, marcando-me para sempre.

 

 

 

Não vou a Pernambuco sem passar por este santuário da estética. Como nos religiosos, procuro também uma maneira de não deixar esmorecer a minha adoração. Aqui, pelo que de melhor o ser humano tem, sua capacidade infinita de produzir belezas em forma de arte, que enchem a alma da gente.

 

Estes bichos fantásticos alinhados me lembram os das igrejas góticas, como a Catedral de Notre Dame

 

Voltando ao filme da minha doce Mariana, ele vale e muito o seu ingresso! BN

 

Deslumbres…

 

 

Comadre é uma das pessoas mais importantes de nossas vidas, um parentesco escolhido, literalmente uma “vice-você”.

 

Minha comadre Marcia Braga, a inspiração para este post!

 

Eu tenho duas especialíssimas e eleitas, com esmero, pelo meu coração: a adorada e musa de todos nós, AC, a segunda mãe da caçula aqui de casa, Isabel,Marcia Braga, amiga do peito e a grande companheira de adolescência e mocidade, madrinha de minha Maria tanto quanto tenho a honra de ser a “dinda” de sua adorável filha, Duda Padilha. Antes de seguir para o próximo parágrafo quero registrar que se MP já estivesse em minha vida, quando nasceram as meninas, certamente eu teria produzido a Elisa só pra ela batizar…

 

O craque Breno Silveira em ação!

 

Voltando ao post, ele é sobre a lindíssima história dos “Gonzaga, de pai pra filho” e tem ficha técnica de tirar o chapeu de cangaceiro, bien sûre: é regiamente dirigido por nosso menestrel das histórias musicais brasileiras, Breno Silveira e produzido pela divina comadre Márcia, com mais dois parceiros.

 

Luiz Gonzaga, real, já com a indumentária que o distinguiu e consagrou como o trovador dos sertões brasileiros!

 

O filme conta a história do amor conturbado entre duas pessoas fadadas ao encontro, apesar dos acidentes de percursos e poços de mágoas. Uma epopéia do herói Gonzagão, que com seu vozerão pra cantar lindamente o baião, acabou se tornando o trovador dos sertões brasileiros.

Me lembrei de Marcel Proust e a tese da arte redentora que conduz o ser humano à posteridade pois, logo na primeira cena, Luiz Gonzaga recita um lindo texto prevendo sua imortalidade pela música que canta: começo deslumbrante.

 

Eis o grande Gonzaguinha, especialista em explosões de coração!

 

Também adorei reviver a sensibilidade à flor da pele da arte de Gonzaguinha e fiquei perplexa ao conhecer sua história, jamais suspeitei.

O gran finale é por sua conta e deixa a platéia colada à poltrona, sorvendo cada sílaba da monumental “Explode Coração”, que vai ser a trilha sonora do dia em que eu me for:

“Viver e não ter a vergonha de ser feliz,
Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz,
Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será,
Mas isso não impede que eu repita:
É bonita, é bonita, é bonita !!!!!!!”

 

Os divos Chambinho do Acordeom e Júlio Andrade, que vivem Gonzagão de Gonzaguinha, provavam que reencarnação é possível!

 

Se você ainda não viu este clássico do nosso cinema e seu elenco de primeira grandeza, levanta já desta cadeira e vai se emocionar, até a última gota, com o Brasil que merece os nossos aplausos e de pé! BN

 

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