SESSÃO NOSTALGIA!

A unanimidade, Glória Severiano Ribeiro, amiga querida e embaixatriz de Hollywood, no Rio de Janeiro, passa a vida socorrendo a quem precisa e, nas horas vagas, distribuindo gentilezas. Amo atender a seus convites para sessões de pré estréia, como fiz semana passada, e saí encantada pelo lindo filme francês, “Os Artistas”, que ela nos ofereceu!

Que petulância do diretor, Michel Hazanavicius, conceber, no técnológico século XXI, um filme mudo e sem cores, mas cheio de charme e romance, que nos faz mudar de idéia mil vezes, durante sua apresentação, em como enquadra-lo, pra chegarmos à simples conclusão, que estamos diante de uma belíssima homenagem à sétima arte, em seu estado mais depurado: a era do cinema mudo!

Fui vê-lo, em total inocência, por isso sentei, como uma “tábula rasa”, sem noção do que vinha pela frente e isto foi muito bom, pois meu queixo quase caiu, ao perceber aonde eu estava metida: revival, vintage, túnel do tempo, nostalgia, revisita, releitura são alguns dos adjetivos que, isolados, não têm forças para classifica-lo. Mas, quando somados, chegam ao destino desejado por Hazanavicius, e com louvor!

Seu filme é maravilhoso por ser, igualmente, um somatório de suas partes: brilhantes atuações (especialmente, do Clark Gable, Jean Dujardin), cenários e figurinos divinos, história muito bem contada, direções (musical, de arte, de elenco, de filme) impecáveis. E seu maior mérito é jogar, nas nossas caras,  que cinema mudo também é tudo de bom! Vale mil ingressos seus! BN

 

 

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