Mormaço, 1941

Começa nesta quarta feira, dia 2, no Centro Cultural Banco do Brasil a maravilhosa e imperdível exposição do grande pintor pernambucano, Cícero Dias. 

A mostra tem curadoria de Denise Mattar e consultoria de Sylvia Dias, filha do artista.

Trata-se do conjunto da obra de Cícero Dias, contextualizando sua história e evidenciando sua relação com poetas e intelectuais brasileiros e sua participação no circuito de arte europeu.

Além das obras, apresenta cartas, textos e fotos de Manuel Bandeira, Gilberto Freyre, Murilo Mendes, José Lins do Rego, Mário Pedrosa, Pierre Restany, Paul Éluard, Roland Penrose, Pablo Picasso, de quem Cicero era compadre,  padrinho de batismo de sua filha Sylvia,  Alexander Calder, entre outros.

No engenho de açúcar de Cícero Dias, homens brotam do chão e mulheres carnudas desabrocham como flores, de pétalas aos montes. Lavadeiras nuas esfregam roupas no riacho, e uma cortesã aguarda o senhor da terra refestelada sobre os lençóis cor-de-rosa de uma cama plantada bem no meio do canavial.

 

O Goleiro, década de 20

 

Esse mundo fantástico das telas do modernista, alvo de uma retrospectiva agora no Centro Cultural Banco do Brasil no Rio, está estruturado em cima da cor.

Mesmo em seus trabalhos mais abstratos, Cicero não esquece a luz dos trópicos. Recife, onde o mundo começava, na visão do artista nascido num engenho ali perto, parece entranhado até nas mais secas de suas composições construtivistas, de formas angulosas que parecem serenas praias pernambucanas colapsadas e passadas a limpo com régua e esquadro.

Cícero Dias – Um Percurso Poético.

O Centro Cultural Banco do Brasil 

de 2 de agosto a 25 de setembro de 2017   

AC

 

PRINCESSE IRA DE FURSTENBERG com um de seus objetos divinos.

A querida e super competênte Princesa Ira de Furstenberg acabou de fazer uma incrível exposição, com seus mais lindos e raros objetos, em Mônaco. Foi um acontecimento na cidade e mobilizou todo o Principado. O jantar foi no novo Yatch Clube que está um espetáculo, e que foi projetado pelo grande arquiteto Norman Foster como se fosse um grande navio.

Ira está louca para apresentar suas peças no Brasil e pretende faze- lo em breve. Os objetos são muito lindos e originais

 

PRINCE ALBERT II DE MONACO ET PRINCESSE IRA DE FURSTENBERG

PAOLA TRABOULSI

PRINCESSE ANTONELLA d’ORLEANS-BORBON

LUCIENNE KAZAN

PRINCE MICHEL DE YOUGOSLAVIE, PRINCESSE MARIA PIA DE SAVOIE ET PRINCE SERGE DE YOUGOSLAVIE

MAURICE A.AMON

LANA SALIOT

A maioria dos objetos encantados foram todos vendidos nesta mesma noite. Agora temos que aguardar as próximas exposições da nossa Princesa tão talentosa.

MP

 

A artista plástica Isabela Francisco, além de linda e simpaticíssima, é super talentosa! Ela trabalha com telas de grandes dimensões, quase todas elas de forte impacto visual.

Suas obras dialogam e instigam no público sentimentos varidos, numa integração de emoção com as formas expressas em cores fortes e nuances múltiplas.

 

O curador Marcos Lontra assim conceitua o fazer artístico de Isabela:

“ Para ela a arte é um permanente exercício de experimentação, e para que ocorra a necessária transcendência do real – essência da arte – é fundamental um profundo conhecimento dos meios técnicos que permitem à artista construir imagens de forte impacto e contundência visual. Por isso, o conhecimento técnico, o amplo domínio das tintas e pincéis, não se torna jamais um impedimento. Ao contrário, a necessária ação artesanal pictórica contribui efetivamente para o surgimento de um universo de cores, formas e volumes que, integrados, transcendem a realidade objetiva e encontram eco e abrigo no universo da arte.”

Isabela também recebeu de Oscar Niemeyer a seguinte declaração, à época em que se dedicava à serie de quadros brancos:

“ Gostei muito dos trabalhos da artista plástica Isabela Francisco. Fogem do exibicionismo que tantas vezes desmerece as artes plásticas em nosso país. São composições em relevo simples e brancas, bonitas, transmitindo aos ambientes onde são expostas um pouco da serenidade que a vida moderna reclama.”

 

 

 

Referindo-se ao trabalho da artista, a jornalista Ann Mary Perpétuo assim se manifestou:

“Colorista por excelência, Isabela sabe trabalhar, com enorme criatividade, a abstração do branco, no esplendor de sua textura.  Utilizando materiais diversificados, resultado de um passeio pelo terreno fértil da experimentação, opta sempre pelo relevo inusitado em suas criações. Adepta do figurativo e dos temas da natureza, surpreende, por algumas vezes, com o abstrato e o geométrico, trazendo-nos movimentos raros de leveza e extrema harmonia, realçando em suas obras o contraste da luz, da sombra e da ousadia. Trabalhando constantemente em telas de dimensões generosas, que primam pela exuberância, oferece em suas obras, ora uma explosão de cores, ora a tranquilidade do branco.”

 

Curtam as fotos de seu lindo trabalho!

AC

    

 

Exposição imperdível: a melhor que vi em NYC!

 

Na entrada, somos recebidos por estes “looks” incríveis!

 

“Para que algo seja belo, não precisa ser bonito”… Com esta frase, a genial estilista Rei Kawakubo definiu sua estética e rompeu as barreiras convencionais de beleza, bom gosto e usabilidade da moda, nos anos 80, então capitaneados pelo grande Yves Saint-Laurent e seus “looks” extremamente sofisticados, mas que realçavam a silhueta feminina de maneira tradicional.

 

A mostra é organizada em 9 seções, seguindo dualismos estéticos como “ausência/presença”, “design/not design”, “moda/antimoda”, “alto/baixo”ou “high/low”, como nesta foto!

 

Quantos estilistas não beberam desta fonte!

 

Este vestido mais parece uma instalação…

 

Para homenagear esta artista espetacular que, há 40 anos continua absolutamente avant-garde, o “Costume Institute” do Metropolitan Museum de NYC organizou uma deslumbrante exposição sobre sua obra. Muito mais que uma retrospectiva, a mostra temática é impactante do começo ao fim.

 

Entre o esportivo e super “habillé”…

 

Raridade: estampas nos “looks” de kawakubo.

 

Vejam as golas! Me lembrei dos pintores holandeses do século XVII…

 

Assim, e sem maiores explicações, somos levados a um passeio fantástico por entre vestidos/esculturas que enchem nossos olhos de uma estranha beleza e nos fazem pensar em como os “experimentos revolucionários” da Comme des Garçon, “label” de Rei Kawakubo, conseguiu ganhar as ruas e se perpetuar, mudando o visual de nossos guarda-roupas para sempre.

 

Amei estes cabelos eriçados como num susto!

 

As cabeças dos manequins são um capítulo à parte…

 

Confesso que a exposição foi especialmente impactante para mim, pois cheguei meio às escuras mas sai completamente deslumbrada com tudo que vi e aprendi. Exposição linda, que tem layout simples e elegante, onde reina, absoluta, a moda de Kawakubo, que teve os visuais completados por cabeças mirabolantes e geniais concebidas por Julien d’Ys! Verdadeiro show, que fica no MET até 4 de setembro de 2017.

 

Vestidos ou esculturas?! Parte 1

 

Vestidos ou esculturas?! Parte 2… Este parece origami!

 

Só para ilustrar, fiquem com a definição do curador da mostra, Andrew Bolton, para “REI KAWAKUBO/COMME DES GARÇON: ART OF THE IN-BETWEEN”: “Rei torna supérfluo o debate sobre a separação entre moda e arte”! Falou e disse! BN

 

Nunca vi nada parecido…

 

A maioria dos 140 “looks” da exposição são monocromáticos.

 

 

 

 

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